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A ameaça nuclear de Putin

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Lysychansk está sob intensos bombardeamentos, de acordo com o governador regional ucraniano.

As forças invasoras da Rússia tentam, agora, conquistar o último reduto das forças ucranianas na província oriental de Luhansk, após terem assegurado a ocupação de Severodonetsk.

A captura de Lysychansk daria às forças do Kremlin o controlo da província ficando assim mais perto do objetivo de controlarem toda a região do Donbass, uma vez que os separatistas pró-russos controlam metade de Donetsk, a outra província que constituiu o Donbass.

Os bombardeamentos precederam um encontro entre o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo bielorrusso Alexander Lukashenko.

Putin anunciou que "nos próximos meses, irão ser transferidos para a Bielorrússia os sistemas de mísseis táticos Iskander-M, que podem utilizar mísseis balísticos e de cruzeiro, tanto convencionais como nucleares".

O presidente russo volta, assim, a colocar em cima da mesa a ameaça nuclear, quatro meses após ter ordenado a invasão da Ucrânia.

Este sábado, a Rússia lançou também dezenas de mísseis contra outras zonas da Ucrânia, como por exemplo Kharkiv, a segunda maior cidade do país.

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