Ameaçado de prisão, Dominguetti diz que "acreditou no áudio de boa fé"

·2 minuto de leitura
  • Luiz Paulo Dominguetti alegou ter acredita "de boa fé" no áudio de Miranda

  • PM disse que se trataria da tentativa de compra de vacinas, mas Miranda afirmou que gravação é de 2020 e não tinha relação com imunizantes

  • Segundo Dominguetti, áudio foi repassado a ele depois do depoimento de Miranda à CPI

Luiz Paulo Dominguetti afirmou que acreditou no áudio de Luis Miranda (DEM-DF) de boa fé. Na CPI da Covid, o policial militar de Minas Gerais apresentou uma gravação do deputado federal e alegou acreditar que o parlamentar estaria vendendo vacinas.

"Eu recebi o áudio e acreditem no áudio de boa fé. Da mesma forma que me foi postado e induzido a acreditar que eram vinculados, eram postagens, uma embaixo da outra, dando entender à mim que eram vinculadas ao mesmo fato", explicou, ao ser questionado pela senadora Simone Tebet (MDB-MS). 

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Segundo Dominguetti, os áudios de Luis Miranda foram enviados após o deputado federal prestar depoimento à CPI da Covid. "Eu não sabia que era editado", disse o PM. 

"Em que momento, o senhor, de boa fé ou má fé, jogou essa granada sem pino no nosso colo?", questionou a senadora. 

Luiz Paulo Dominguetti, the representative of Davati Medical Supply, and senator Omar Aziz attend a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil July 1, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Dominguetti depõe à CPI da Covid. Ele afirma trabalhar para a Davati, mas empresa nega (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Segundo Luis Miranda, o áudio era de 2020 e tratava-se da negociação de outros insumos, não de vacinas. No áudio, o deputado fala em "produto" e não menciona vacinas ou imunizantes. Miranda prometeu ir à polícia e pedir a prisão de Dominguetti. 

Áudio de Luis Miranda é de 2020

No início da sessão da CPI, Dominguetti reproduziu um áudio enviado por Luis Miranda à Davati. O PM afirmou que a empresa foi procurada pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) para negociar vacinas.

"O que acontece, excelência, muita gente me ligava dizendo 'eu posso isso', 'eu posso aquilo', mas eu nunca quis avançar nessa ceara porque esse 'eu posso isso, eu conheço fulano' já tinha tido um processo todo doloroso dento do Ministério. Eu, particularmente, nem a Davati, queria vivenciar isso novamente. Agora, que eu tenho a informação que parlamentar tentou negociar busca de vacina diretamente com a Davati, eu tenho essa informação", afirmou Dominguetti.

Questionado por Humberto Costa (PT-PE) qual parlamentar teria sido, Dominguetti disse: "A informação que eu sei é um, inclusive, com áudio dele tentando negociar vacina em nome do Ministério [da Saúde]. Depôs aqui, fez acusações contra o presidente da República".

Segundo informações da jornalista Ana Flor, da GloboNews, Miranda afirmou que o áudio dizia respeito à negociação de luvas cirúrgicas, não de vacinas.

Representante da empresa Davati Medical Supply no Brasil, o empresário Cristiano Alberto Carvalho negou que o áudio do deputado Luis Claudio Miranda (DEM-DF), recebido por ele e divulgado na CPI da Covid por Luiz Paulo Dominguetti, tratasse da negociação de vacinas, como foi alegado. Segundo Carvalho, Dominguetti quer "aparecer".

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