Americana R'Bonney Gabriel é coroada Miss Universo, ladeada por latinas

R'Bonney Gabriel é coroada como Miss Universo 2023 - Foto: REUTERS/Jonathan Bachman
R'Bonney Gabriel é coroada como Miss Universo 2023 - Foto: REUTERS/Jonathan Bachman

A americana R'Bonney Gabriel foi coroada neste sábado como a mulher mais bonita do mundo, ladeada pela venezuelana Amanda Dudamel, em segundo lugar, no concurso Miss Universo realizado em Nova Orleans, berço do jazz no sul dos Estados Unidos .

A representante do Texas, R'Bonney Gabriel, tem 28 anos e é designer de moda sustentável.

Questionada sobre o que faria para mostrar que o Miss Universo empodera, a jovem respondeu que é importante investir nas mulheres e usar o talento para transformar porque "todos temos algo de especial".

A americana, descendente de filipinos, recebeu a coroa da rainha da beleza indiana Harnaaz Kaur Sandhu.

Além da vencedora norte-americana, pódio foi formado por representantes da América Latina: Venezuela e República Dominicana
Além da vencedora norte-americana, pódio foi formado por representantes da América Latina: Venezuela e República Dominicana

Até o último momento, a americana estava muito empatada com a venezuelana Amanda Dudamel.

"Sou estilista de profissão, mas como mulher sou uma estilista de sonhos", disse Amanda Dudamel, que se gaba "das pessoas maravilhosas" de seu país.

A segunda finalista foi a representante da República Dominicana, Andreína Martínez, de 25 anos. Seu lema: "Seu passado não te define, sua coragem e determinação sim".

Antes de escolher as três finalistas, o júri fez uma pré-seleção entre as candidatas de mais de 80 países com um Top 16 que incluiu representantes da Colômbia, Espanha, Peru, Haiti, Portugal, Porto Rico, entre outros.

A empresa que organiza este concurso de beleza, que já foi propriedade do ex-presidente republicano dos Estados Unidos, Donald Trump, pertence a Anne Jakapong Jakrajutatip, uma empresária tailandesa transgênero que a comprou por US$ 20 milhões.

A empresária saudou este sábado uma “nova era” de empoderamento feminino porque a organização, disse, será gerida por mulheres para mulheres para exaltar o feminismo, a diversidade, a inclusão e a igualdade de gênero.

Minutos antes do anúncio do veredicto final, o presidente salvadorenho Nayib Bukele apareceu em um pequeno vídeo anunciando que seu país sediará a próxima edição do concurso no final deste ano.