Americanas: como a empresa passou de loja de rua a potência varejista

Inaugurada no fim da década de 20, Americanas se tornou a quinta maior varejista do país
Inaugurada no fim da década de 20, Americanas se tornou a quinta maior varejista do país
  • Inaugurada no fim da década de 20, Americanas se tornou a quinta maior varejista do país;

  • Hoje empresa é controlada pela B2W;

  • Empresa se tornou o império que é hoje a partir dos anos 80, quando Lemann, Telles e Sicupira a adquiriram.

O espanto da sociedade com a crise da Americanas, que viu seu valor de mercado cair 77% após a notícia de um rombo contábil de R$ 20 bilhões, só demonstra como a rede varejista era uma ubiquidade na vida do brasileiro. Mas como a empresa se tornou essa gigante, que até então era o quinto maior conglomerado varejista do Brasil.

As Lojas Americanas surgiram em 1929, no Rio de Janeiro, operando basicamente como uma loja de R$ 1,99 e criada por um grupo de estadunidenses recém-chegados ao Brasil. Em busca de um público amplo, os donos criaram o slogan "nada além de 2 mil réis".

A empresa passou décadas desta atuando desta forma, tendo sua grande reviravolta na década de 80, quando o trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira adquiriram a companhia. O grupo, dono da 3G Capital, reestruturou a companhia de cima a baixo com o objetivo de reverter a trajetória de prejuízo e, em poucos meses, o negócio voltou a gerar lucro.

Outro grande momento na história da empresa foi sua entrada no mundo online, com seu site americanas.com sendo lançado em 1999, de maneira experimental, e em 2000 de modo nacional. O pioneirismo na tendência do e-commerce deu um gás na companhia, que realizou uma série de aquisições nos anos seguintes, como a Shoptime, a Ingresso.com e a Submarino. Com isto, o grupo varejista se tornou um dos maiores da América Latina.

Em 2011, com o aumento da competição tanto no mercado de lojas físicas quanto no e-commerce, o período de bonança acabou e a Americanas se viu enfrentando uma série de dificuldades operacionais. No mesmo ano, a BW2 anunciou um aporte de R$ 1 bilhão na empresa como forma de acelerar seu crescimento. O investimento funcionou e nos anos seguintes a época de prejuízo foi deixada para trás.

Em 2021, a B2W anunciou a fusão de suas operações com a Lojas Americanas, criando a companhia Americanas S.A. Neste período também o antigo trio de magnatas, sócios da 3G Capital, abriu mão do controle societário da empresa e se tornaram "acionistas de referência", detendo menos de 50% de ações da empresa. Com isso, a B2W se tornou a controladora do grupo, que já figurava como a quinta maior varejista do país, atrás do Carrefour, Assaí, Magazine Luiza e Via Varejo.