Americanas dispara após 3º tri; Bradesco BBI vê vantagem em mix online para Black Friday

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - As ações da Americanas dispararam mais de 11% nesta sexta-feira, após resultado melhor do que o esperado para o terceiro trimestre, com expansão de quase 24% na venda bruta total no conceito GMV.

Executivos da companhia, resultado da fusão dos ativos da Lojas Americanas com a controlada B2W, também afirmaram que o ritmo de crescimento das vendas em outubro está mais rápido do que no terceiro trimestre.

Por volta de 14:30, os papéis da companhia registravam alta de 7%, a 37,87 reais, melhor desempenho do Ibovespa, que cedia 1,23%. Na máxima, chegaram a 39,46 reais, (+11,66%).

Na contramão, Magazine Luiza despencava 15,97% na esteira de balanço que frustrou analistas e Via tinha acréscimo de apenas 1,46%, após tombo de mais de 12% na véspera, também depois de divulgação do resultado trimestral.

Analistas do Bradesco BBI destacaram que a Americanas apresentou um bom resultado, com crescimento de GMV Digital de 30%, superando Mercado Livre e Magazine Luiza pela primeira vez em um ano.

"Esperamos que isso acelere no quarto trimestre de 2021, dada a base de comparação mais fácil", acrescentaram Richard Cathcart e equipe, em relatório a clientes.

Para os analistas, a diversificação do mix online da Americanas deve ser uma vantagem à medida que a Black Friday se aproxima, devido ao enfraquecimento da demanda por itens discricionários de maior valor.

"Será importante agora para a Americanas manter essa liderança em crescimento e começar a mostrar os ganhos operacionais (financeiros e estratégicos) da fusão entre as lojas e os negócios de comércio eletrônico."

Apesar da forte valorização nesta sessão, os papéis da companhia ainda figuram entre os piores desempenhos do Ibovespa no ano, com queda ao redor de 50%. Os rivais Via e Magazine Luiza contabilizam perdas de mais de 60% e 50%, respectivamente.

Para os analistas do BTG Pactual capitaneados por Luiz Guanais, o resultado trimestral mostrou uma recuperação gradual "e bem-vinda" da companhia em relação à suas concorrentes.

"Após o recente 'sell-off', um possível 're-rating' da ação dependerá da continuidade de resultados consistentes - de preferência acima dos principais pares - nos próximos trimestres em um competitivo mercado de e-commerce no Brasil."

(Por Paula Arend Laier; edição Aluísio Alves)

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