Americanas: veja o que o conglomerado pode vender para 'tapar buraco' bilionário

Americanas apresentou dívida bilionário em seu balanço (Reuters)
Americanas apresentou dívida bilionário em seu balanço (Reuters)
  • Americanas é dona de marcas como Shoptime e Submarino

  • Rede também tem no portfólio Hortifruti, Natural da Terra e Vem Conveniência

O rombo de R$ 20 bilhões na contabilidade da Americanas assustou o mercado financeiro. O então presidente Sergio Rial pediu demissão dias depois de assumir o posto. Ele, porém, segue assessorando o grupo para tentar equalizar essa difícil questão.

Na Justiça, a Americanas entrou na com pedido de tutela de urgência cautelar junto à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Com isso, a empresa consegue impedir que seus ativos sejam bloqueados a pedido de credores, por exemplo. Nesse caso, o valor citado das dívidas chegou a R$ 40 bilhões

Bancos como o BTG e o Bradesco são os maiores credores dessa dívida bilionária e, segundo relatos obtidos das reuniões entre as partes, estão preocupados com o andamento da situação.

E como a Americanas pode sair desse buraco, que muitos até compararam com o finado Mappin?

Uma das alternativas é vender ativos do grupo. A americanas s.a (em minúsculo mesmo) é resultado da fusão da Americanas com a B2W, dona de marcas como Submarino e Shoptime.

Em seu portfólio existem marcas como Grupo Uni.Co (Puket, Imaginarium e Love Brands), Ame, Hortifruti, Natural da Terra e participação na Vem Conveniência, joint ventura com a Vibra, antiga BR Distribuidora.

Analistas do mercado indicam que Ame, Natural da Terra e a Vem podem ser atraentes para fazer caixa, mas mesmo assim um esforço insuficiente para resolver o déficit. Victoria Minatto, analista de varejo da Eleven, disse ao jornal O Globo que a empresa conseguiria pouco mais de R$ 2 bilhões com a venda das operações da Vem e das redes Hortifruti e Natural da Terra.

Em relatório, a XP calcula que a empresa precisa levantar algo em torno de R$ 12 bilhões a R$ 21 bilhões em processo de capitalização por meio da oferta de ações.