Amigo que esteve com Robinho em manifestação bolsonarista está em inquérito de estupro

Um dos amigos que acompanha Robinho em foto na manifestação antidemocrática após derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições também aparece na investigação de estupro contra uma jovem albanesa em 2013. Fábio Galan aparece na imagem segurando um cartaz que pede "intervenção federal" no Brasil.

Ex-jogador e ex-assessor pessoal de Robinho, Galan esteve na Europa para auxiliar na preparação do então atleta do Milan. Antes que o Ministério Público da Itália o localizasse para prestar depoimentos, Fábio fugiu para o Brasil e não foi encontrado. Sem poder ser citado, tampouco foi processado.

Insatisfeito com os resultados da eleição de Luis Inácio Lula da Silva (PT), diversos grupos de bolsonaristas foram às ruas na última semana em manifestações antidemocráticas. Em uma delas, Galan reapareceu, seis anos depois, ao lado de Robinho, que estava "disfarçado" com uma máscara de covid.

De acordo com a investigação, Fábio Galan era um dos presentes em uma boate de Milão em 21 de janeiro de 2013, quando uma jovem albanesa de 23 anos foi estuprada em sua festa de aniversário. Em seu depoimento, ela afirmou que fez sexo oral em Galan sem condições de reagir. No total, seis homens foram citados no depoimento, mas apenas Robinho e Ricardo Falco foram condenados pela Justiça da Itália.

Além do depoimento da vítima e de testemunhas presentes no local, a investigação levou em consideração interceptações telefônicas com autorização judicial, nas quais Robinho e seus amigos aparecem comentando o ataque à vítima.

Em uma das ligações grampeadas de Robinho com Galan, o ex-atleta afirma que seu amigo não transou com a vítima por causa de uma disfunção erétil.

- Ele me perguntou se alguém tinha gozado dentro da menina e ela engravidou, eu disse que não sabia porque eu lembro que você e eu não transamos com ela porque seu p... não subia, estava mole... o problema é que a menina falou que outros amigos pegaram ela a força - disse Robinho a Galan ao telefone.

Amigo de infância de Robinho, Fábio Galan hoje trabalha como empresário e tem um quiosque na praia de Santos. Ontem (3), o Ministério Público negou o pedido de extradição de Robinho. A Itália agora vai pedir para que sua pena seja cumprida no Brasil