Amigos dizem que um dos mortos durante tiroteio entre PMs e bandidos no Juramento era marceneiro

Rafael Nascimento de Souza
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Gemerson Patrício de Souza é uma das sete pessoas baleadas durante um tiroteio, ocorrido na manhã desta terça-feira, entre policiais militares e bandidos nas proximidades do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Ele morreu ao dar entrada no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier. Mais cedo, a PM afirmou, em seu perfil oficial no Twitter, que todos os homens atingidos eram suspeitos de ligação com o tráfico de drogas na região. No entanto, amigos afirmam que Gemerson era marceneiro e que ele estava indo para o trabalho quando foi ferido. Além dele, outro baleado na ação morreu na unidade de saúde.

Segundo colegas de trabalho, Germerson havia saído de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde mora, e chegava na loja do Grupo Farme, onde trabalhava, quando foi atingido.

— Ele era trabalhador, um excelente marceneiro e estava havia mais de 12 anos na empresa — disse um amigo, que completo: — Era chefe de família. Não culpamos ninguém. Só não queremos que a imagem dele seja manchada. Ele pais idosos, tem duas crianças. Ele estava vindo para o trabalho.

A troca de tiros entre bandidos e PMs aconteceu na passarela que corta a Avenida Pastor Martin Luther King Jr., na altura da estação do metrô de Tomás Coelho. Um amigo afirma que Gemerson estava com o cracha da empresa:

— Não sabemos o que aconteceu. Ele é mais uma vítima. Vida destruída pela criminalidade.