Amigos e colegas de profissão lamentam a morte de Artur Xexéo

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Amigos e colegas lamentaram a morte de Artur Xexéo neste domingo (27). O jornalista, escritor e dramaturgo aos 69 anos, havia descoberto um linfoma há duas semanas e começou o tratamento na última quinta-feira.

Ator em peças como "Nós sempre teremos Paris" e "Um Natal prá nós dois", além de diretor de "A cor púrpura", Tadeu Aguiar lamentou a morte do amigo:

— Meu Grande Amigo. Meu incrível parceiro. Meu amado irmão. Tínhamos muitos projetos juntos. Estou dilacerado. O Brasil perde um pensador. Um crítico das injustiças. Um artista das palavras. Um apaixonado pela arte. Um homem ético. O Brasil perde muito. Sem ele, uma voz a menos contra a imbecilidade que assola parte significativa desta nação.

Companheira de "Estúdio I", na Globo News, Maria Beltrão destacou a forma com que o jornalista conseguia transformar o lado mais banal do cotidiano em observações primorosas:

— Era impressionante como o Xexéo usava um fato corriqueiro, podia ser comer uma salada no Leblon, como ponto de partida para mostrar que a vida era um grande acontecimento. Conviver com Xexéo foi um dos grandes privilégios da minha vida — disse a apresentadora.

Amigo de décadas, Zuenir Ventura, de quem Xexéo se dizia "afilhado" no jornalismo, resumiu a perda:

— Estou arrasado, imprestável, só consigo dizer: perdi meu filho profissional.

Colunista de O GLOBO, Ancelmo Góis destacou o valor do colega para as artes em geral:

— O jornalismo e, mais que ele, a cultura brasileira, perde um personagem importante, de grande valor, que, através da sua escrita, celebrou nosso cinema, nosso teatro, nossas artes e, mais que isso, a vida. Era um cronista que transformava assuntos banais numa coisa grandiosa e com profundo recado.

No Twitter, o imortal e colunista do GLOBO Merval Pereira lamentou: "A morte surpreendente do Artur Xexéo acrescenta uma dor às dores que vivemos. Não apenas por causa da COVID-19 , mas, sobretudo, pelo ambiente tenebroso que envolve a cultura nacional que ele representava como jornalista, mas também autor teatral e escritor. A vida piora".

O jornalista Arthur Dapieve definiu como "um vazio imenso" a perda do cronista. Astrid Fontenelle, que esteve ao lado de Xexéo em programa da CBN, contou ter sido muito bem recebida por ele, quando estreou na rádio.

— O que mais aprendi com ele foi a arte da televisão. Foi um mestre generoso que foi muito gentil comigo.

Amiga pessoal do jornalista, a crítica de TV do GLOBO, Patrícia Kogut, falou dele com carinho.

— Onde ele botava a mão, a coisa prosperava, florescia, tinha um texto maravilhoso. Era um cara com um conhecimento muito grande e sem nenhum preconceito, lia sobre tudo, do mais pop ao mais sofisticado. Era um amigo muito próximo, a gente se falava todo dia . Era um dos maiores textos do jornalismo, com humor refinado e cultura ampla. Perdi um irmão.

Nas redes sociais, a atriz Monica Martelli fez o seguinte post no Insagram:

— Ácido, inteligente, bem humorado, necessário. Se vai mais uma grande mente do nosso país.

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