Amigos e familiares dão último adeus à moradora morta no Complexo do Alemão

Cerca de 100 pessoas estiveram presentes na tarde deste sábado (23) no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, para o último adeus a Solange Mendes da Cruz, de 49 anos, que morreu com um tiro na cabeça na sexta-feira (23) no segundo dia de conflitos entre policiais e criminosos no Complexo do Alemão. Muito abalados, familiares da vítima não quiseram falar com a imprensa.

— Uma pessoa excelente e batalhadora — foi assim que dona Stela Alves da Silva, de 65 anos, definiu a vizinha.

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— Ela era minha amiga há mais de 30 anos. Frequentávamos a igreja juntas. Era uma pessoa muito batalhadora e o braço direito e esquerdo do esposo — cita a senhora.

Ao relatar os momentos com Solange, Stela disse que sempre se lembrará do sorriso da amiga:

— O que eu vou lembrar dela é o sorriso. Era uma boa mãe, boa companheira. Quando a gente ia imaginar que iam matar a Solange assim? Foi uma surpresa, infelizmente — lamentou.

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Solange era moradora do Beco do Borges, uma localidade da região, e era dona de uma pensão. No dia do acontecido, ela chegou a ser socorrida ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo moradores relataram à ONG Voz das Comunidades, a vítima teria sido atingida pelo disparo de um policial que se assustou quando a viu. A corporação nega.

O porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz, disse ao "RJTV", da TV Globo, nesta sexta, que a mulher foi atingida numa das ruas do Alemão por disparo de criminosos.

— Ela hoje passou ao lado dos policiais que estavam derrubando uma barricada colocada por criminosos, cumprimentou os policiais. E, inadvertidamente, criminosos atacaram esses policiais, atingindo a senhora Solange, que caiu diante dos policiais. Ela foi socorrida ainda, mas não conseguiu resistir. Mais um caso lamentável — ressaltou.

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