'Amor de mãe': 'É mito se sentir uma leoa', diz Taís Araújo sobre maternidade

Luiza Barros
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A adovgada Vitória (Taís Araújo) em 'Amor de mãe', nova novela das 21h

RIO — Mãe de João Vicente, de 8 anos, e Maria Antônia, de 4, Taís Araújo, está de volta às novelas como uma rica advogada que enfrenta obstáculos para viver a maternidade. Na nova trama das 21h, as protagonistas são movidas pelo sentimento mais intenso. “Amor de mãe”, que estreou segunda-feira no lugar de “A dona do pedaço”, traz ainda Regina Casé como uma babá que criou quatro filhos e ainda sonha encontrar um deles, vendido pelo pai para um traficante de crianças, e Adriana Esteves, na pele de uma mulher que superprotege o filho e terá que rever suas escolhas após receber um diagnóstico decisivo.

Na entrevista abaixo, Taís fala sobre esse medo do imponderável (doenças, acidentes),

Qual é o maior mito da maternidade?

Taís: Algo que caiu por terra quando meu filho nasceu foi o mito de que você se sente uma leoa do lado deles. Eu posso me sentir assim se tiver que defendê-lo, mas contra o imponderável, como uma doença ou um acidente, é uma sensação de impotência gigante. A coisa que você mais deseja enquanto mãe é ter domínio de tudo. Mãe tem vários poderes, mas esse não. E é aí que vem a fragilidade.


Cite uma loucura que você já fez ou um perrengue que já passou por um filho.

Taís: Filho recém-nascido… Com a Maria foi mais tranquilo, porque era a segunda. Mas com o João, qualquer coisa que acontecia eu achava que era o maior problema do mundo. E às vezes era um problema grave, mas você tem que entender que não pode se desesperar, tem que resolver.

Que aprendizados você leva da sua mãe para a educação dos seus filhos?

Taís: A gente repete a educação que a gente tem, e o mais interessante da maternidade é saber filtrar. Quando eu era mais nova, falava que ia ser diferente da minha mãe e agora sou muito parecida com ela. Tive uma mãe muito rígida, e acho que a rigidez dela foi boa em muitas coisas para mim. Mas tem criança que não funciona com rigidez. Tenho um filho que precisa transgredir porque ele é muito certinho. Se eu for rígida com essa criança, não vou estar ajudando ela.

Quando cai a ficha de que você é responsável por outro ser humano?

Taís: Quando nasce. Na verdade, quando você chega em casa e vê que é para o resto da vida. Antes, quando a pessoa falava que não queria ter filho, eu achava absurdo, que era um pensamento egoísta. Hoje em dia eu entendo 100%. Porque de fato é uma responsabilidade para o resto da vida.