'Amor de mãe': resumos de 25 a 30 de novembro

Lurdes e Thelma viram grandes amigas

Nesta semana em "Amor de mãe", Lurdes (Regina Casé) socorre Thelma (Adriana Esteves), a leva para o hospital e fica sabendo que ela tem um aneurisma inoperável. É ela quem dá a notícia para a mulher, e esse episódio acaba aproximando as duas, fazendo nascer uma grande amizade.

 

Capítulo 01 - Segunda-feira

Vitória faz uma entrevista de trabalho com Lurdes. Lurdes lembra de quando Jandir vendeu Domênico para Kátia, o que a fez seguir para o Rio de Janeiro com Érica, Magno e Ryan. Lurdes conta como encontrou Camila. Magno acompanha Brenda durante sua transfusão de sangue, ao lado de Leila, que está em coma. Betina e Magno disfarçam sua atração uma pelo outro. Lídia contrata Érica. Vitória lembra de quando perdeu seu bebê. Vitória e Paulo não se entendem. Lurdes ajuda Thelma, que descobre que tem um aneurisma cerebral. Thelma revela a Lurdes que é viúva e se preocupa com seu filho, caso não sobreviva à cirurgia. Sinésio ameaça Thelma, e Danilo defende a mãe. Camila se forma e homenageia Lurdes. Para salvar uma mulher, Magno se envolve em um acidente com Genilson.

Capítulo 02 - Terça-feira

Lurdes apoia Magno. Raul e Estela ficam juntos durante o voo. Raul anuncia a Lídia que Álvaro apresentará a nova namorada. Lídia pede que Érica a acompanhe na viagem com o marido. Thelma explica a Danilo por que não venderá o restaurante da família. Vitória comenta com Miranda e Natália que acredita que Paulo tenha uma amante. Vitória lamenta a falta de um filho. Lurdes sonda o local do acidente e tranquiliza Magno. Camila conhece seus novos alunos, e acaba passando por um tiroteio. Álvaro paga Vitória com dinheiro ilícito, e a advogada se incomoda. Sinésio chantageia Thelma. Paulo decide se separar de Vitória. Lurdes tem uma surpresa e acredita que conseguirá encontrar Domênico.

Capítulo 03 - Quarta-feira

Magno e os irmãos apoiam Lurdes na busca por Domênico. Wesley comenta que Clóvis pode ajudar a encontrar Domênico. Magno conhece Dona Nicete. Lídia provoca Verena e discute com Raul. Lurdes contrata Clóvis, e Ryan desconfia. Raul e Érica se insinuam um para o outro. Magno se sente culpado pelo estado de Nicete. Thelma passa mal durante uma briga com Sinésio, que não ajuda a irmã. Lurdes socorre Thelma novamente. Lídia volta para o Rio de Janeiro, deixando Érica com Raul. Lurdes repreende Magno por ter se aproximado de Dona Nicete. Vitória conhece Davi. Ryan anuncia a Lurdes que Clóvis encontrou Kátia.

Capítulo 04 - Quinta-feira

Clóvis revela o paradeiro de Kátia para Lurdes. Érica e Verena se acidentam durante a viagem com Raul e Álvaro. Os alunos brigam, e Camila tenta conter a algazarra. Vitória aborda Eunice em nome da empresa de Álvaro. Lurdes ameaça Kátia, que passa mal. Betina afirma a Vicente que o casamento dos dois acabou. Magno percebe um hematoma no braço de Betina, que disfarça. Érica e Raul provocam um ao outro. Magno descobre que Betina é irmã de Genilson. Kátia deixa o hospital. Traficantes cobram as dívidas de Genilson de Betina, e Magno se preocupa. Amanda termina o namoro com Danilo. Magno leva Betina para passar a noite na casa de Lurdes, que reprova o filho. Silvânia fala com Vitória sobre Tiago. Lurdes encontra Kátia, que a ameaça.

Capítulo 05 - Sexta-feira

Kátia diz a Lurdes que Domênico está morto. Magno e os irmãos consolam Lurdes. Vitória conhece Tiago e se emociona. Lurdes acredita que Domênico está vivo, e Magno se preocupa. Érica pede demissão, e Raul se impressiona. Betina garante a Magno que descobrirá o que aconteceu com Genilson. Danilo discute com Thelma. Lídia sofre por não conseguir se entender com Raul. Raul decide contrariar o conselho do engenheiro e se tornar sócio de Álvaro. Thelma assume para Lurdes que não contou a Danilo sobre sua doença. Thelma aconselha Lurdes a seguir procurando Domênico. Sinésio sofre um acidente. Érica e Raul saem juntos. Raul pede o divórcio, e Lídia tem uma crise. Betina beija Magno. Magno confessa a Lurdes sua paixão por Betina.

Capítulo 06 - Sábado

Lurdes aconselha Magno a se afastar de Betina. Leila tem uma parada cardíaca, e Brenda sofre. Lídia confronta Érica, e Lurdes se revolta contra a mulher. Lurdes alerta Raul sobre Lídia. Kátia tenta falar com Vitória, mas é impedida pelos seguranças. Brenda agradece Betina por cuidar de Leila. Betina diz a Magno que Míriam quer seu depoimento sobre Genilson. Érica conversa com Raul, que se sente ainda mais apaixonado. Lídia persegue Raul. Estela surpreende Raul, que se incomoda com a visita da comandante. Vitória e Tiago se entendem. Míriam interroga Magno e desconfia de suas respostas. Vitória acerta a contratação de Lurdes. Vitória leva Tiago para casa. Kátia se preocupa com Sandro. Vitória descobre que está grávida.

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    Lava Jato classifica decisão de Toffoli como 'incabível' e diz que Aras quer extrapolar seus poderes

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - As forças-tarefas da Lava Jato em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro anunciaram que irão recorrer da decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, de determinar o compartilhamento de dados da operação com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Os procuradores afirmaram que cumprirão a ordem, mas a classificaram como "incabível" e argumentaram que o ministro partiu de um "pressuposto falso". O despacho atendeu um pedido da PGR, que relatou ao Supremo ter enfrentado "resistência ao compartilhamento e à supervisão de informações" dos integrantes do Ministério Público Federal nos três estados. As forças-tarefas anunciaram o recurso em notas distintas e ainda não definiram como isso será feito do ponto de vista formal. Como a decisão foi dada em caráter liminar (provisório), a intenção é forçar a discussão do tema no plenário da corte, que costuma se dividir em julgamentos que afetam a Lava Jato. No despacho, Toffoli afirma que a jurisprudência do STF é sólida no sentido de permitir o "intercâmbio de dados dentro da mesma instituição ministerial (MPF)". Toffoli também disse que a negativa dos procuradores em atender solicitação da PGR para compartilhamento de dados é um "claro desrespeito ao princípio constitucional da unidade do MP". Na nota, porém, os procuradores de Curitiba afirmam que a decisão representa "orientação jurisprudencial nova e inédita" e permite o acesso indiscriminado a dados privados de cidadãos, em desconsideração à necessidade de decisão judicial apontando fatos específicos em investigação para o afastamento de sigilo de dados bancários, fiscais e telemáticos. A força-tarefa paranaense também destaca que a decisão parte de pressuposto falso, pois seria equivocada a informação da PGR de que haveria investigações em curso contra os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Ambos têm foro privilegiado e eventuais suspeitas devem ser submetidas à análise inicial da corte, o que a procuradoria-geral afirma não ter ocorrido. Na nota, os procuradores também dizem que cabe à corregedoria o MPF e ao Conselho Nacional do Ministério Público verificar a correção da atuação dos integrantes da categoria, e não ao PGR. "Segundo o que a lei estabelece, essa função correicional não se insere no âmbito de atribuições do Procurador-Geral da República", diz. Os representantes da operação no RJ afirmaram que irão cumprir a decisão, mas a classificaram como "incabível" e anunciaram que irão recorrer. A Força Tarefa do Rio de Janeiro vai tomar as providências para cumprir na íntegra a decisão monocrática do Presidente do STF, em plantão, disponibilizando os meios necessários para o compartilhamento dos dados pretendidos pela Procuradoria-Geral da República, embora entenda a decisão incabível e buscará sua revisão", escreveram. O grupo em São Paulo disse que já foi intimado e ressaltou que "tomará as medidas necessárias em relação ao cumprimento da decisão do STF". Por meio das redes sociais, o coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol, afirmou que irá cumprir a decisão. "A força tarefa cumprirá a decisão do Pres. do STF para dar acesso às bases de dados, mas lamenta a orientação inédita de compartilhar informações sigilosas e dados privados de cidadãos sem indicar investigação específica relacionada".

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    O presidente Jair Bolsonaro sancionou a conversão em lei da medida provisória 936, que permite a redução de salários e jornada de trabalho durante a pandemia de Covid-19, mas vetou o trecho aprovado pelo Congresso que prorrogava até o final de 2021 a desoneração da folha de pagamentos.

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    AFP

    Na África do Sul, comoção sobre os túmulos para os mortos da COVID-19

    O número é sombrio. Num momento em que a pandemia de coronavírus progride rapidamente, as autoridades da província mais populosa da África do Sul chocaram o país ao sugerir que estavam prontas para enterrar mais de um milhão de vítimas.

  • Política
    Folhapress

    Esquerda perde prefeitos, e centrão cresce em janela partidária pré-eleição

    SALVADOR, BA, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na primeira eleição municipal após a onda conservadora que ajudou a eleger o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e governadores nos principais estados do país, prefeitos buscaram legendas mais à direita para disputar a reeleição ou emplacar seus sucessores. Levantamento feito pela reportagem aponta que DEM, PSD, PP e Republicanos foram os partidos que mais ganharam novos prefeitos por meio da migração partidária de 2017 a 2020. Já partidos tradicionais do centro político, como MDB e PSDB, e legendas mais à esquerda, como PSB, PDT e PT, perderam espaço em relação ao número de prefeitos que elegeram em 2016. A maioria das mudanças aconteceu na janela partidária de abril, período no qual os vereadores puderam mudar de partido sem sofrer punições. Com isso, os prefeitos e seus aliados trocaram de partido em bloco, já com vistas à eleição municipal deste ano. O DEM, que elegeu 272 prefeitos em 2016, saltou para 456 em junho deste ano. Estados do Centro-Oeste, onde o partido elegeu em 2018 os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Mauro Mendes (MT), puxaram esse crescimento. O movimento se repetiu no Tocantins, onde o partido saiu de apenas 1 prefeito para 38 após a filiação do governador Mauro Carlesse em maio do ano passado. Também houve crescimento robusto em Minas Gerais. Criado em 2011 em meio a uma dissidência do DEM, o PSD cresceu de 538 para 672 prefeitos no mesmo período. O partido avançou principalmente no Paraná, onde saiu de 28 para 105 prefeitos após a eleição do governador Ratinho Júnior em 2018. Também se consolidou no Nordeste e já é a legenda com mais prefeitos na região, superando o MDB. O PP fez movimento semelhante e saltou de 497 para 632 prefeitos, ganhando espaço no Nordeste --são 110 novos prefeitos na região. O partido adotou a estratégia de um pé em cada canoa: aproximou-se de Bolsonaro e também é aliado de governadores de partidos de esquerda como PT, PC do B e PSB. Presidente nacional do partido, o senador Ciro Nogueira (PI) afirma que o PP tem perfil municipalista e admite que o apoio da bancada de deputados ao presidente e governadores é um fator que atrai a filiação de prefeitos. "A nossa bancada na Câmara precisa de prefeitos para se fortalecer. E, como a bancada tem boa relação com o governo, ela ajuda os prefeitos na liberação de recursos para os municípios", afirma. Para 2020, o partido tem como meta ficar entre os três que mais vão eleger prefeitos. Na contramão de DEM, PSD e partidos do centrão, MDB e PSDB perderam espaço. O êxodo de chefes de municípios aconteceu depois que os dois partidos sofrerem um baque na eleição de 2018, com redução expressiva de suas bancadas na Câmara dos Deputados. Mesmo assim, as duas siglas ainda são as que mais têm prefeitos no país. Mas perderam terreno nas capitais: o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, trocou o MDB pelo DEM. Já o de Maceió, Rui Palmeira, deixou o PSDB e segue sem partido. O MDB perdeu espaço no Nordeste e Sudeste, mas mantêm força no Sul, principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Os tucanos viram uma revoada de prefeitos nos estados em que foram derrotados nas eleições, caso de Paraná, Pará e Goiás. Mas o partido cresceu em São Paulo sob a batuta do governador João Doria. Levando em conta todos os partidos, o maior número de migrações aconteceu do MDB e PSDB para o DEM. Na sequência, aparecem as mudanças do PSDB e do MDB para o PSD. Gilberto Kassab, presidente do PSD, afirma que a filiação de novos prefeitos aconteceu de forma natural, movida pela política local. "Por ser um partido de centro, um centro ideológico, um centro bastante radical, o PSD tem melhores condições de diálogo com uma gama maior de lideranças que estejam descontentes com seus partidos, seja por causa de questões ideológicas ou de questões locais ou mesmo partidárias", afirma ele. Entre os partidos de esquerda, PSB, PDT, PC do B, PT e PSOL sofreram baixas. O PSB é o que teve pior saldo, menos 92 prefeitos. Boa parte da migração ocorreu na Paraíba, onde os prefeitos acompanharam a mudança de partido do governador João Azevêdo do PSB para o Cidadania. Em São Paulo, a derrota de Márcio França (PSB) em 2018 também provocou a saída de 23 prefeitos. Carlos Siqueira, presidente do PSB, afirma não ver problema em perder prefeitos não alinhados com o programa da sigla e diz que pretende recuperar o número nas urnas neste ano. "Quem não segue a ideologia não faz falta. Preferimos ter menos, desde que tenha uma ligação mais orgânica com o partido. Prefiro zero a alguém que apoie Bolsonaro", afirma. Para Siqueira, o saldo positivo para o centrão se dá porque são siglas governistas, independentemente de quem esteja no cargo, seja Dilma Rousseff (PT) ou Bolsonaro. E os prefeitos buscam se alinhar ao governo (federal ou de seus estados) em busca de recursos. "Os prefeitos migram ao sabor de quem está no poder. Quando os partidos estão na oposição, eles perdem prefeitos", diz. Entre os partidos médios, Republicanos e Podemos estão entre os que mais cresceram, também ancorados em uma plataforma mais conservadora. O PSL também cresceu, de 30 para 53 prefeitos, a despeito da recente desfiliação do presidente Bolsonaro. O avanço, contudo, pode ser considerado modesto, levando-se em conta que o partido será o campeão de recursos do fundo eleitoral, com aproximadamente R$ 200 milhões para a eleição deste ano. Apesar do crescimento, o PSL também perdeu prefeitos para partidos como PSD, PSB e até para o PT --caso da cidade de Itanagra, no norte da Bahia. Filiada ao PSL desde antes da eleição de Bolsonaro, a prefeita Dania Maria voltou ao PT, partido ao qual já foi filiada, para disputar a reeleição. A cientista política e pesquisadora da FGV Lara Mesquita observa que os partidos do centrão, que ganharam prefeitos, se preocupam em superar a cláusula de barreira, que aumentará gradualmente até 2030 e agora precisa ser alcançada sem coligações proporcionais. "Estudos mostram que existe uma correlação positiva entre o desempenho dos partidos nas campanhas municipais e o desempenho dos partidos na eleição de deputados federais. Partidos que cumpriram a cláusula de barreira, mas não com tanta folga, podem estar preocupados em fazer um bom colchão, uma boa mobilização para ajudá-los na eleição de 2022", diz. Não é possível saber, no entanto, se são os partidos que buscam filiar prefeitos eleitos como estratégia para superar a cláusula de barreira ou se os próprios prefeitos migram espontaneamente para siglas que consideram ter mais viabilidade eleitoral ou uma chapa melhor de vereadores, considerando que não haverá coligação proporcional.

  • Ciência
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    Gás carbônico na atmosfera da Terra aproxima-se de níveis similares aos de 15 milhões de anos atrás

    A quantidade de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera terrestre está se aproximando de um nível não...

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    O prefeito de Seul, Park Won-soon, considerado possível candidato à presidência na Coreia do Sul, foi encontrado morto horas depois que sua filha denunciou seu desaparecimento. A informação foi divulgada pela polícia local.

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    A pandemia do novo coronavírus deve empurrar 45 milhões de pessoas da classe média para a pobreza na América Latina e no Caribe. O aumento nos índices de desemprego é o principal fator para a queda na condição social de tantos cidadãos.