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Aos 10 anos, ela foi obrigada a se casar com o próprio estuprador

Yahoo Notícias
AP Photo/Brendan Farrington, File

Hoje aos 58 anos, a ativista Sherry Johnson trava uma batalha para proibir que menores de idade se casem nos Estados Unidos. Além de ativista, Sherry se define como uma “sobrevivente”.

“O primeiro que me estuprou foi o bispo da igreja. Eu tinha oito anos. Aos oito o meu padrasto também me estuprou. Aos nove quem me estuprou foi o diácono, e engravidei. Aos 10 tive uma menina dele, e aos 11 minha mãe me obrigou a casar com ele. Com meu estuprador”, disse em entrevista ao El País.

“Continuo me perguntando como pude ter uma filha aos 10 anos de idade. Quando descobrimos que eu estava grávida, minha mãe jogou a culpa em mim: ‘Como você pôde me fazer algo tão horrível?’. Para ela, o mais importante era a igreja e seu prestígio dentro da comunidade”, conta.

Ela rememorou suas seis primeiras gestações, todas com o homem que tinha 19 anos na primeira vez que a estuprou. “Minha primeira menina eu tive aos 10; aos 13, o meu primeiro menino; outro aos 14, outra aos 15, e outro aos 16. Aos 17 fiquei grávida outra vez, me divorciei do meu estuprador, e semanas depois tive a última menina dele.”

Depois dele, Johnson casou-se e divorciou-se mais duas vezes. Com o segundo marido teve três filhos e afirma que este e o terceiro também a submeteram a abusos.

Johnson não revela os nomes de seus maridos, de seu padrasto e do bispo que tinha cerca de 40 anos quando a estuprou. “Os EUA são o país dos processos judiciais. E eu não quero passar por mais isso. A única coisa que eu quero é que meu depoimento sirva para que nenhuma menina ou adolescente sofra o que sofri. Que haja de uma vez por todas leis que evitem isso”, resume.

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