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Bolsonaro é mais forte com eleitorado masculino de renda e escolaridade altas

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Urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições presidenciais de 2018, passam por verificação no Sistema de Teste Exaustivo, realizado numa Zona Eleitoral de São José dos Campos (SP), no começo de agosto (07). (Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press)

A pesquisa de intenção de voto Ibope/Estado/TV Globo divulgada, nesta segunda-feira (20), mostra que o perfil do eleitorado de Jair Bolsonaro (PSL) é majoritariamente masculino e com renda e escolaridade altas. Dentro dos 20% que votariam nele, 28% são homens, contra 13% de mulheres, ou seja, mais que o dobro. Vale lembrar que esse cenário exclui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso, em Curitiba, desde o dia 7 de abril, condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Desses homens, 32% ganham mais de 5 salários mínimos e 24% terminaram os ensinos Médio ou Superior; apenas 12% têm renda familiar de até um salário e 10% não passaram da 4ª série do Ensino Fundamental.

Pelas regiões, os votantes se encontram mais no Norte/Centro-Oeste, 30%, do que no Sul e no Sudeste, com 23% e 21% respectivamente. Já no Nordeste, Bolsonaro perde a liderança para Marina Silva (Rede) com 17% e Ciro Gomes (PDT) com 14%.

Falando na Marina, a presidenciável tem números contrários ao do deputado em relação ao gênero. Ela se sai melhor com as mulheres, pontuando 15%; com os homens ela marca 10%. E também com os jovens de 16 a 24 anos, com 18%; com o eleitorado de mais de 55 anos, o índice cai bastante, 10%. Assim como o capitão do Exército, ela vai bem também no Norte/Centro-Oeste, com 15%. No quadro geral, Marina aparece com 12%.

E falando em Nordeste, se Lula participasse da eleição, pontuaria 60% na região; depois viria Norte/Centro-Oeste, com 33%; o Sudeste, com 28% e, por fim, o Sul, com 27%.

A pesquisa, que foi feita com 2.002 eleitores, em 142 municípios, entre 17 e 19 de agosto, e tem margem de erro, para cima e para baixo, de 2 pontos percentuais, também mediu os números do governo de Michel Temer. O presidente é reprovado em 76% das respostas; sobre ter sido regular, a marca despenca para 19%; e ótimo ou bom, cai para 3%. Por região, a que chama mais atenção é o Nordeste. Lá, as pessoas acham que a gestão foi de ruim a péssimo em 86% dos casos.

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