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Boulos acusa Bolsonaro de covardia por ter demitido Wal

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Guilherme Boulos, presidenciável do PSOL, em sabatina aos portais Yahoo + HuffPost Brasil (Leonardo Sacco/Yahoo)

Por Juliana Arreguy, Natália André e Stella Borges

Candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos afirmou que dona Walderice, apontada como funcionária fantasma do gabinete de Jair Bolsonaro (PSL), não deveria ter sido demitida. Boulos foi responsável por trazer o assunto à tona, revelado pela Folha de S. Paulo em janeiro deste ano, durante o debate da TV Bandeirantes na última quinta.

“Ele (Bolsonaro) que pague um salário digno para a Wal ao invés de demiti-la porque não pode mais pagar com dinheiro público”, declarou o psolista em sabatina promovida pelos portais Yahoo e HuffPost Brasil na manhã desta terça-feira.

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“Quero registrar que a Wal é vítima, não culpada. Quem é culpado, é o Bolsonaro. A Wal é contratada. O problema é alguém usar dinheiro público para contratar uma pessoa para serviços pessoais em uma de suas casas, em Angra dos Reis. Ele deveria ter dignidade, e não a covardia que teve ao demiti-la, em contratar com o salário que ele ganha de R$33 mil”, acrescentou.

“Quem é Wal?”

A primeira pergunta de Boulos ao presidenciável do PSL no debate da Band provocou o desdobramento do caso de dona Walderice.

À época, quando a reportagem da Folha visitou o endereço que constava no registro de um dos 14 funcionários de gabinete do deputado federal em Brasília, foi encontrada uma loja de açaí na tigela, na pequena Vila Histórica de Mambucada, a 50 km de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde Bolsonaro tem uma casa de veraneio. O local era indicado como da servidora Walderice Santos da Conceição, de 50 anos, que não foi encontrada. Além dos benefícios da função, Wal recebia um salário bruto mensal de R$ 1.416,33. Pelas contas do jornal, de janeiro a julho deste ano, Wal recebeu R$ 17.240,00.

Em resposta à primeira matéria, Bolsonaro disse que o local visitado, que tinha uma placa com o nome “Wal Açaí” era de uma irmã de sua funcionária. Já no confronto com Boulos, o deputado mudou de versão e disse que Wal foi chamada de fantasma apenas por estar de férias no período.

Nesta segunda-feira (13), pela manhã, porém, a Folha voltou ao local duas vezes, comprou um açaí e um cupuaçu na tigela com dona Wal e a entrevistou. Segundo ela, o trabalho que exerce é de vender açaí todos os dias na praia. Moradores da região confirmam a versão de Wal e também dizem que o marido dela, Edenilson, faz serviços de caseiro para Bolsonaro.

À tarde, dona Wal pediu demissão do cargo de secretária de gabinete de Bolsonaro, que se manifestou sobre: “O crime dela foi dar água para os cachorros. (…) Eu cheguei em Brasília hoje e ela tinha se demitido. Por coincidência a reportagem estava lá de novo”.

O deputado federal chegou a afirmar que o caso havia sido utilizado pela imprensa como tentativa torná-lo um criminoso.

“O que mostramos no debate, e depois a sequência dos fatos comprovou, é que o Jair Bolsonaro é farinha do mesmo saco”, afirmou Boulos.

O candidato do PSOL voltou a criticar o adversário na disputa pelo Planalto, mencionando a longa carreira política do capitão da reserva: “Ele é deputado há 27 anos, sendo 10 anos só no partido do Paulo Maluf (PP). Recebeu auxílio-moradia tendo casa própria, aprovou dois projetos em todos esses anos e enriqueceu no cargo. Além de tudo, tem uma prática lamentavelmente comum no parlamento brasileiro de ter uma assessora fantasma”, concluiu.

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