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Campanha de Alckmin mostra Bolsonaro como inimigo das mulheres

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Fátima Meira/Futura Press

A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República vem fazendo fortes ataques ao adversário Jair Bolsonaro (PSL).

O tucano levou ao ar vídeos em que o deputado xinga de “idiota” e “ignorante” uma repórter e no qual ofende a deputada Maria do Rosário (PT-RS) chamando-a de “vagabunda”. Os dois registros foram feitos na Câmara dos Deputados.


O comercial tem início com uma narradora perguntando à telespectadora se ela “gostaria de ser tratada desse jeito”, para então exibir a cena em que Bolsonaro ameaça a petista e a empurra.

A narradora segue e questiona o telespectador se ele gostaria que sua mãe ou irmã fossem tratadas dessa forma, e os vídeos das agressões são exibidos. Ao final da peça, a pergunta: “Você gostaria de ter um presidente que trata as mulheres como Bolsonaro trata?”

Bolsonaro enfrenta alta rejeição do eleitorado feminino e, por isso, o tucano mira nesse público. Em um episódio que causou indignação, o deputado afirmou que Maria do Rosário “não merece” ser estuprada. Hoje o capitão da reserva é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por apologia ao crime de estupro e injúria.

Em resposta aos vídeos, Bolsonaro usou o Twitter para atacar Alckmin. “Você gostaria que sua filha ficasse sem merenda escolar?”, postou.


O deputado faz referência ao esquema que ficou conhecido como Máfia da Merenda, descoberto em 2016 no estado de São Paulo. Embora os desvios tenham ocorrido durante a gestão Alckmin, o tucano não foi envolvido diretamente no escândalo.

ALCKMIN REBATE

O tucano negou que esteja atacando Bolsonaro. “Não há nenhum ataque, é que ele fala. Se o que ele fala é ataque, o problema é dele”, disse Alckmin.

O ex-governador paulista ainda rebateu o posto do adversário, ligando-o ao escândalo da merenda. “Ele é mal informado ainda, porque a questão da merenda foi o Estado que apurou junto com o Ministério Público. Não havia envolvimento de ninguém do governo, o que havia eram estelionatários nas cooperativas prejudicando os cooperados”, argumentou.

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