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Cemitério de urnas de 500 anos na Amazônia é descoberto

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Divulgação/Instituto Mamirauá

Por 500 anos, vasos de cerâmica contendo ossadas ficaram escondidos na Amazônia. Uma equipe de pesquisadores liderada pelo Instituto Mamirauá descobriu uma cova com nove urnas funerárias a 40 centímetros de profundidade. É a primeira vez que vestígios são descobertos in loco por arqueólogos profissionais.

Ao todo, foram encontradas 16 urnas funerárias no sítio arqueológico de Tauary, comunidade nas margens do Rio Tefé. Elas estavam cuidadosamente dispostas numa única cova.

Chamou a atenção dos pesquisadores o fato de os vasos terem rostos desenhados e nenhum estar virado de frente para outro.

“É como se elas não quisessem ‘olhar’ uma para a outra. As urnas seguiam uma ordem, claramente foram enterradas daquele jeito. O que isso quer dizer, a gente não faz a menor ideia”, explicou Eduardo Kazuo, coordenador do Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá, ao jornal O Globo.

As primeiras urnas haviam sido encontradas em 2014, por acaso, durante obras realizadas pelos moradores da comunidade. Testes feitos com eles dataram as urnas por volta do ano 1.400 d.C, na época da chegada dos europeus ao continente americano.

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