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Ciro Gomes promete sair da política se Bolsonaro vencer

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Candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes faz campanha no Saara, Centro do Rio de Janeiro (RJ). Foto: Jose Lucena/Futura Press

Candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes afirmou nesta quarta-feira que vai deixar o universo político se Jair Bolsonaro for eleito presidente do Brasil. O candidato do PSL atualmente acumula a liderança nas pesquisas de intenção de voto com a maior taxa de rejeição do eleitorado. “Se ele ganhar eu vou desejar boa sorte e cumprimentá-lo pelo privilégio. Depois vou chorar com a minha mãe. Eu saio da política. A minha razão de estar na política é paixão, amor e confiança. Se o nosso povo em sua maioria não corresponder, eu vou chorar”, explicou.

Em sabatina promovida pelo jornal “O Globo” nesta quarta-feira, o candidato do PDT foi questionado sobre a sua relação com o ex-presidente Lula e porque ele ainda não foi visitá-lo no cárcere. Ciro disse que tentou em diversas instâncias e recorreu até o STJ pelo direito de visitá-lo.

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“Não visito Lula porque não é mais oportuno. Mas pedi à juíza de Execuções Penais, recorri ao Tribunal Regional, ao STJ, que demorou demais. Depois o critério mudou: botaram o Lula para decidir quem poderia ir, mas até hoje não fui distinguido com essa honra”, ironizou.

Ele também foi questionado sobre uma possível autonomia do Banco Central em seu governo. Ele negou qualquer possibilidade disso acontecer e revelou que em um possível governo seu o BC seria subordinado a ele. Ele também criticou a escolha de ministros para ocupar o Supremo Tribunal Federal (STF) especialmente  Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ciro explicou que no seu governo seriam escolhidos apenas nomes que nunca tiveram nenhum envolvimento partidário.

Por fim, Ciro Gomes também criticou duramente o juiz Sérgio Moro. “Não tem um debate no estrangeiro em que eu não encontre um desses aí. Não sei a que horas julgam. Tem cochicho no ouvido do Aécio (Neves)… Não sei se é porque estou velho, mas no meu tempo, juiz não ia nem para o bar. Ele não pode se dar a esse desfrute. Um juiz singular vai ter chibata moral da República? Essas coisas têm que ser sóbrias”, esbravejou.

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