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Dinastias brasileiras lançam mais de 60 candidatos nestas eleições

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José Sarney participa da Cerimônia de Posse dos ministros Luiz Fux e Rosa Weber como presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF), nesta terça-feira (06). (Fátima Meira/Futura Press)

De acordo com balanço do jornal Folha de S. Paulo dos registros da Justiça Eleitoral, as principais dinastias políticas brasileiras lançaram mais de 60 candidatos para outubro. Se levados em conta núcleos menores, o número aumenta expressivamente.

Veja lista:

Família Sarney (Maranhão) – O principal político é o ex-presidente José Sarney, hoje com 88 anos. Desbancou Vitorino Freire, até então principal coronel político do Maranhão. Foi presidente da República de 1985 a 1990. Governou o Maranhão e foi senador pelo Maranhão e por Amapá. Atualmente está sem mandato. Entre os parentes, está a filha, Roseana Sarney, que já governou o stado e foi senadora. É candidata ao governo do estado. Tem mais um filho, chamado Sarney Filho, que é deputado federal com nove mandatos, além de ter sifo ministro dos governos FHC e Temer. Nesta, é candidato ao Senado. E um primo, o Adriano Sarney, que é deputado estadual e tenta reeleição.

Calheiros (Alagoas) – O nome mais relevante da família é Renan Calheiros, ex-presidente do Senado, ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso e é candidato, em 2018, a reeleição no Senado. Ele tem sobrinho, filho, e dois irmãos na política. Nesta ordem, Olavo Neto, prefeito de Murici (AL); Renan Filho, governador de Alagoas e tenta a reeleição; Olavo Calheiros, deputado estadual e também tenta a reeleição; e Renildo Calheiros, filiado ao PC do B, com atuação no estado de Pernambuco. É candidato a deputado federal.

Collor (também de Alagoas) – O mais importante ente é Fernando Collor, ex-presidente da República de 1990 a 1992, quando o Brasil viu o primeiro impeachment; é filho do ex-senador e ex-governador Arnon de Melo; e é candidato ao governo de Alagoas em 2018. O pai, já falecido (1911-1983), durante uma briga com o adversário politico Silvestre Péricles de Góis Monteiro, no Senado, em 1963, sacou um revolver, deu três tiros e matou um outro senador, que não estava envolvido na história. Fernando Collor também tem um filho na política, Fernando James, candidato a deputado federal.

Barbalho (Pará) – O senador Jader Barbalho é o principal político desta linhagem; já foi governador do Pará, deputado e ministro. E, agora, tenta a reeleição no Senado. Ele tem filho, duas ex-mulheres e um primo envolvidos na democracia brasileiras. Nesta ordem, Helder Barbalho, que é ex-prefeito, ex-ministro, e candidato ao governo do estado; Elcione Barbalho, Simone Morgado e Priante, que são deputadas federais e tentam a reeleição.

Andrada (Minas Gerais)/família com participações mais antigas – Como pessoa mais relevante, tem José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), que é conhecido como Patriarca da Independência, foi dos políticos mais importantes da época. Bonifácio de Andrada, que é descendente, está na Câmara desde 1979. Neste ano, não tentará a reeleição, mas seu último grande feito foi relatar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, com voto favorável ao emedebista. Bonifácio tem três filhos na política. Lafayette Andrada, deputado estadual e candidato a federal; Doorgal Andrada, vereador e candidato a deputado estadual; e Toninho Andrada, também candidato a deputado estadual.

Neves/Cunha (também de Minas Gerais) – Tancredo Neves (1910-1985), ex-ministro de Getulio Vargas, primeiro ministro no pré-Ditadura Militar e primeiro civil a ser eleito pelo Congresso Nacional no pós-Ditadura, morto antes da posse, é o principal nome. Tem seus dois netos envolvidos na democracia brasileira. Aécio Neves, que é neto de políticos tanto por parte de mãe quanto por parte de pai, foi presidente da Câmara, governou Minas, tentou se eleger presidente da República e hoje é Senador. Aécio também é um dos pivôs do escândalo da JBS, e vai tentar, agora, se eleger deputado federal; e Andrea Neves, que desde o começo de Aécio, foi sua principal auxiliar.

Arraes (Pernambuco) – Miguel Arraes (1916-2005), governador de Pernambuco, foi preso e deposto pela Ditadura Militar, é o nome mais relevante dos Arraes. Tem filha, netos, bisneto e agregado na política. Um deles, o neto Eduardo Campos (1965-2014), também ficou muito conhecido por ter morrido durante a corrida eleitoral à presidência passada no acidente aéreo de 2014. Eduardo foi governador de Pernambuco. Outro neto é o Antonio Campos, candidato a deputado estadual. E a outra neta é a Marília Arraes, vereadora no Recife, que queria o governo, mas foi barrada pelo PT por causa das alianças no estado. Neste ano, portanto, arrisca a Câmara dos Deputados. O filho mais velho de Eduardo Campos, João Campos, também tenta a Câmara. E Paulo Câmara, que é casado com uma prima de Eduardo Campos, é governador de Pernambuco e tenta a reeleição.

Coelho (também de Pernambuco) – Tem como nome principal, Nilo Coelho (1920-1983), que foi governador e presidente do Senado. Nilo tem cinco sobrinhos na política. Fernando Bezerra Coelho, que foi ministro e é senador agora; Fernando Filho, que também foi ministro, é deputado federal e arrisca a reeleição. Miguel Coelho, prefeito de Petrolina (PE). Antonio Coelho, candidato a deputado estadual; e Guilherme Coelho, ex-deputado e candidato a 1º suplente de senador.

Ferreira Gomes (Ceará) – Também tem muitos parentes na democracia. Ciro Gomes é o político mais relevante. Ele foi prefeito, ministro, governador e deputado. Em 2018, tenta a presidência pela terceira vez. Seu irmão, Cid Gomes, foi governador do Ceará, ministro e é candidato ao Senado. Além dele, Ciro tem mais três irmãos e um primo na política. Ivo Gomes, prefeito de Sobral (CE); Lia Gomes, candidata a deputada estadual; Lúcio Gomes, secretário de Infraestrutura do governo do Ceará; e Tin Gomes, deputado estadual que tenta a reeleição.

Maia (Rio Grande do Norte) – O senador José Agripino Maia já foi governador, presidente do DEM e está disputando uma vaga de deputado federal. Ele tem três primos e um filho na política. Zenaide Maia, deputada federal que quer o Senado; João Maia, ex-deputado federal e quer tentar a volta à Câmara; Marcia Maia, deputada estadual e arrisca a reeleição; e Felipe Maia, candidato a deputado estadual.

Alves (também do Rio Grande do Norte) – Aluízio Alves (1921-2006) foi ministro e governador e é o político mais importante da família. Ele tem três sobrinhos, um filho e um cunhado envolvidos. Garibaldi Alves Filho, governou o RN, foi ministro, é senador e tenta a reeleição; Carlos Eduardo Alves, ex-prefeito e é candidato ao governo; Henrique Eduardo Alves, que presidiu a Câmara e foi ministro de Temer; Walter Alves, deputado federal e é candidato à reeleição; e José Dias, deputado estadual e candidato à reeleição.

Magalhães (Bahia) – Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), que foi deputado, governador, ministro, e senador, é o maior nome da família. Ele tem um neto e dois sobrinhos engajados. ACM Neto, que é prefeito de Salvador; Paulo Magalhães, deputado federal, candidato a reeleição; e Paulo Magalhães Jr., que é vereador em Salvador. Antonio Carlos também teve um filho envolvido, que morreu em 1998. Luís Eduardo Magalhães (1955-1998) presidiu a Câmara e era tratado por ACM como seu sucessor políticos. Morreu aos 43 anos de infarto.

Cunha Lima (Paraíba) – Ronaldo Cunha Lima (1936-2012), prefeito, governador da Paraíba, deputado federal e senador. Tem um filho, um neto e dois sobrinhos participantes da democracia. Cássio Cunha Lima, ex-governador da Paraíba, senador e candidato à reeleição; Pedro Cunha Lima, deputado federal, tentando a reeleição; Arthur Cunha Lima, deputado estadual e quer a reeleição; e Bruno Cunha Lima, que é candidato a deputado federal.

Roriz (Distrito Federal) – Joaquim Roriz, que aos 82 anos não está mais na vida política, governou o DF, foi ministro e senador. Ele tem um neto e dois sobrinhos. Joaquim Roriz Neto e Paulo Roriz, candidatos à Câmara; e Dedé Roriz, candidato a deputado distrital.

Barros/Richa/Requião (Paraná) – Ricardo Barros, Beto Richa e Roberto Requião, respectivamente, ex-ministro da Saúde e candidato a deputado federal, ex-governador e senador, e senador. A mulher de Barros, Cida Borgheti, é governador e candidata a reeleição; Requião Filho é candidato a deputado estadual; Marcello Richa, que é filho de Beto, é candidato a deputado estadual; e a filha de Barros, Maria Victoria, também é candidata estadual.

Tatto (São Paulo) – Vereador desde 1989, Arselino Tatto foi o primeiro dos irmãos a se eleger. Os outros quatro são, deputado federal (Nilto), estadual (Enio), candidato a senador (Jilmar) e vereador (Jair).

Garotinho (Rio de Janeiro) – Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, ex-deputado federal, tenta a reeleição ao governo. Ele tem mulher e filhos na política. Rosinha, é ex-governadora do Rio; Clarissa, é deputada federal e quer se reeleger; e Wladimir é candidato à Câmara dos deputados.

Bolsonaro (Rio de Janeiro) – O nome principal é Jair Bolsonaro. Deputado por sete mandatos e é candidato à presidência pela primeira vez em 2018. Ele tem três filhos envolvidos. Flávio, Eduardo e Carlos, que são, respectivamente, deputados estadual e federal, tentando a reeleição, e vereador.

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