Update privacy choices
Notícias

Entenda como um cachorro salvou homem de cumprir pena de 50 anos de prisão nos EUA

Yahoo Notícias
Jenny Coleman/Oregon Justice Resource Center via AP

Uma labradora preta chamada Lucy levou à solução de um caso contra um homem que tinha começado a cumprir uma pena de 50 anos de prisão no estado americano do Oregon. 

O encanador Joshua Horner foi condenado no ano passado por abusar sexualmente de uma menor de idade. As informações são da AP. 

No julgamento, a autora da acusação disse que Horner ameaçou matar seus animais se ela contasse à polícia sobre o caso. Ela afirmou que viu o homem matar a tiros sua cachorra para mostrar que não estava brincando.

Seis meses depois de Horner ser condenado em um veredito não unânime, ele pediu ajuda ao Oregon Innocence Project e o grupo aceitou o caso dele.

Horner afirmou que nunca atirou na cachorra. Encontrar o animal mostraria que a acusadora mentiu sob juramento. 

Uma voluntária do Oregon Innocence Project e um funcionário do gabinete do promotor procuraram pelo animal, que teria sido doado.

Foi na cidade de Gearhart, em Portland, que a dupla finalmente encontrou Lucy, que foi inquestionavelmente reconhecida.

“Ela é uma labradora preta de aparência muito distinta, não é raça pura. Ela tem essa cabeça com um formato adorável e orelhas realmente longas”, diz Lisa Christon, voluntária do Oregon Innocence Project.

Lisa Christon via AP

O promotor disse à corte que ele não tem certeza se Horner não atacou sexualmente a autora da acusação, mas não está convencido de que ele tenha feito isso. O juiz, então, anulou o caso.

Horner, em uma declaração divulgada pelo Oregon Innocence Project, agradeceu ao grupo, sua família, amigos e o promotor.

Depois que Lucy foi encontrada, a acusadora faltou a um encontro em agosto para discutir seu testemunho, disse o promotor. Um dos investigadores soube que ela estava em uma casa perto de Redmond. Quando ele encostou o carro na entrada da garagem, ela saiu correndo.

O promotor disse que exonerações são um lembrete de que, embora os Estados Unidos tenham “o melhor sistema de justiça do mundo, ele não é perfeito. Enganos serão cometidos e devemos ser julgados pela forma como respondemos a eles”.

Reações

Leia também