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Jair Bolsonaro leva facada durante ato de campanha em MG

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Reprodução/Twitter

Presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro levou uma facada no abdômen, na tarde desta quinta-feira (6), durante ato de campanha em uma avenida no centro de Juiz de Fora (MG). Retirado às pressas do local, ele foi encaminhado ao hospital Santa Casa, segundo a Polícia Federal (PF). O candidato ao Planalto chegou com sinais de choque e grande hemorragia. Ele foi submetido nesta quinta-feira (6) a uma laparotomia exploratória no hospital Santa Casa de Juiz de Fora. O procedimento constatou lesões na artéria mesentérica superior (que sai da aorta e irriga o intestino e outros órgão dos abdômen), no intestino grosso e no intestino delegado. Todas as lesões teriam sido reparadas com sucesso.

Em entrevista coletiva, os médicos disseram que o candidato à Presidência está estável, mas seu quadro é grave. Ele está respirando sem ajuda de aparelhos e já recobrou a consciência.

Apesar do quadro de saúde de Bolsonaro estar estabilizado, o candidato do PSL ainda corre risco. Traumas como o sofrido por ele são marcados por um período crítico de recuperação nas primeiras 48 horas.

O médico Luiz Henrique Borsato —um dos que operou Bolsonaro— explicou que o liberal deve ficar internado entre sete e dez dias até se recuperar. Ele está na UTI e não tem condições de ser transferido de hospital em seu atual estado de saúde.

Infelizmente foi mais grave que esperávamos. A perfuração atingiu parte do fígado, do pulmão e da alça do intestino. Perdeu muito sangue, chegou no hospital com pressão de 10/3, quase morto… Seu estado agora parece estabilizado. Orem, por favor!”, escreveu o filho do candidato, Flávio Bolsonaro, em sua conta no Twitter pouco antes da cirurgia. 

Segundo a polícia, Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi detido no local, suspeito do atentado contra o deputado federal, e encaminhado à sede da PF, onde teria confessado o crime. Um inquérito será instaurado para apurar os motivos que levaram à agressão.

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Reprodução

Em vídeos divulgados nas redes sociais, o capitão da reserva é visto carregado por apoiadores, em meio à multidão, quando faz uma expressão de dor e leva às mãos em direção à barriga. Depois, é possível vê-lo sendo levado por policiais e auxiliado por pessoas que o ajudavam a estancar o ferimento.

Num primeiro momento, Flávio Bolsonaro afirmou que se tratava de um ferimento leve. “Jair Bolsonaro sofreu um atentado agora em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen. Graças a Deus, foi apenas superficial e ele passa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós!”, escreveu no Twitter. Mais tarde, no entanto, atualizou a rede com informações mais graves a respeito do boletim médico do pai.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Flávio enviou um áudio a militantes do PSL dando detalhes do ocorrido e afirmando que o atentado foi malsucedido por intervenção de um militante. “Graças a Deus tinha um rapaz ali que percebeu… Que na hora que ele ia enfiar a faca conseguiu dar uma desviada no braço desse cara aí, o cara que tentou matar meu pai”, diz o deputado estadual.

Uma fotografia tirada de dentro da Santa Casa mostra o deputado sendo avaliado pela equipe médica. Na imagem, ele está deitado em uma maca, com uma sonda ligada ao corpo. Ele chegou ao local com a pressão baixa e uma suspeita de lesão no fígado. A princípio, a Polícia Federal divulgou que ele seria liberado no mesmo dia. No entanto, com a cirurgia em andamento, sua liberação segue indefinida.

Em entrevista à TV Band, o porta-voz da PM-MG, Major Joviano afirmou que havia um grande contigente de policiais no local durante o incidente:  “No momento da facada, haviam policiais que prontamente, tão longo o candidato sofreu o golpe, junto com populares, seguraram o autor (da facada), pegaram ele e o conduziram para a sede da Polícia Federal.”

Adelio Bispo de Oliveira, suspeito de atentado contra Bolsonaro (Reprodução)
Líder nas pesquisas

O candidato do PSL lidera a última pesquisa eleitoral do Ibope, divulgada na última quarta-feira (5), com 22% das intenções de voto. O levantamento foi o primeiro divulgado após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até então líder absoluto nas pesquisas.

No entanto, apesar da larga vantagem no primeiro turno, Bolsonaro seria derrotado por três candidatos caso avançasse para a segunda fase das eleições (Ciro Gomes, PDT; Marina Silva, Rede; Geraldo Alckmin, PSDB). Apenas em disputa direta com Fernando Haddad (PT) ele não sairia derrotado, ficando em empate técnico com o petista.

Desde antes do início da campanha, o capitão da reserva utilizava coletes à prova de balas em atos e comícios públicos por temer sofrer atentados. No entanto, Bolsonaro se encontrava sem a vestimenta durante a agenda desta quinta. 

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