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Justiça nega teste de sanidade mental pedido por defesa do agressor de Bolsonaro

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Divulgação/PM-MG

O responsável pela facada ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira, teve negado pela Justiça Federal, na tarde desta quarta-feira (12), um pedido de teste de insanidade mental protocolado por sua defesa. Segundo o juiz Bruno Savino, que avaliou o requerimento, o agressor possui “o raciocínio organizado e o discurso articulado” que refutariam a tese. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

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Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG), concordou com o parecer do Ministério Público Federal (MPF) pelo indeferimento do pedido, feito na audiência de custódia de Oliveira, e afirmou que não há elementos que sustentem a tese de que ele sofreria de algum tipo de distúrbio, como receitas de medicamentos de uso controlado ou registros de idas as profissionais de saúde mental.

“Como ressaltado pelo MPF, não há laudos, declarações, recibos de honorários ou qualquer outro documento idôneo. Sequer há menção a nomes de profissionais envolvidos ou locais do alegado tratamento”, disse

Na decisão, o juiz observa que Oliveira nunca requereu qualquer tipo de benefício por incapacidade junto à Previdência Social, “o que evidenciaria, à míngua de outros elementos, sua higidez mental”.

Outro fator levantado pelo magistrado foi a motivação baseada em questões de religião e política como “justificativa para atos extremos, sem que isto caracterize, de per si, a insanidade mental de seus agentes”.

Detido por populares pouco depois de atingir Bolsonaro com uma faca, na última quinta-feira (6), Adélio foi encaminhado à sede da Polícia Federal na cidade mineira. Ele foi transferido no sábado (8) para o presídio federal de Campo Grande (MS), onde encontra-se preso preventivamente, e foi indiciado pela PF por atentado pessoal por inconformismo político.

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