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Mulheres e corrida presidencial: quais pautas defendem as candidatas à vice?

Yahoo Notícias

Por Giorgia Cavicchioli

De acordo com a Justiça Eleitoral, as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro. Na tentativa de arrecadar votos femininos, cinco dos doze candidatos homens à presidência apresentaram vices mulheres nas eleições deste ano. A seguir, você entenderá um pouco mais sobre as pautas que cada uma delas defende.

Ana Amélia (vice de Geraldo Alckmin)

Ela é senadora pelo Rio Grande do Sul, filiada ao PP (Partido Progressista) e se apresenta no espectro de centro-direita. Conservadora, Ana Amélia tem forte discurso antipetista e integrou a comissão do Senado que recomendou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
A senadora é ruralista e defende causas do agronegócio. Ela teve, por exemplo, atuação em propostas de renegociação de crédito rural.
Ana Amélia também teve seu nome ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre). Em sua conta no Twitter, Kim Kataguiri compartilhou uma foto ao lado da senadora dizendo que estava entrando para “o quadro” do movimento. Em resposta, a vice de Alckmin agradeceu.
Ana Amélia também votou, recentemente, a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Teto dos Gastos, que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. A senadora também votou a favor das reformas trabalhista e do ensino médio (Imagem: Fátima Meira/Futurapress)

Manuela D’Ávila (provável vice de Fernando Haddad caso a candidatura de Lula seja impugnada)

Manuela é deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, filiada ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e se apresenta no espectro da esquerda. Feminista, prega igualdade entre homens e mulheres, o fim da cultura do estupro e a descriminalização do aborto.
Ela é mãe de Laura e, quando a filha ainda era um bebê, a política fez questão de amamentar a filha durante seu trabalho. Uma imagem da candidata alimentando sua filha durante uma sessão na Comissão de Direitos Humanos rodou o mundo.
A deputada estadual tem forte ligação com o movimento estudantil, berço de sua carreira política. Depois de atuar no segmento, Manuela foi eleita vereadora, deputada federal e concorreu à prefeitura de Porto Alegre por duas vezes.
Contra o impeachment de Dilma Rousseff, Manuela diz que o que chama de “golpe” teve caráter misógino. Segundo ela, é preciso que um governo encabeçado por ela seja democrático e que seja construído um modelo brasileiro de comunismo. (Imagem: Fátima Meira/Futurapress)

Kátia Abreu (vice de Ciro Gomes)

Senadora pelo Tocantins, ela é filiada ao PDT e ruralista. Quando era presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) foi, por exemplo, contra a divulgação de lista com nomes de empregadores que mantinham trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Mesmo tendo feito parte de partidos de centro-direita, Kátia foi uma das mais ferrenhas defensoras da ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo do impeachment. Durante o governo da petista ela foi ministra da Agricultura e era duramente criticada por ambientalistas.
Dona de propriedades, Kátia é a favor de transgênicos e de agrotóxicos. Também é contra demarcação e assentamento de terras indígenas.
Ela também é a favor da facilitação do porte de arma no Brasil, se diz contra a violência e afirma ser cristã. Em relação ao aborto, a senadora votou contra o projeto que permitiu o procedimento em casos de bebês com cérebro pouco desenvolvido. (Imagem: Fátima Meira/Futurapress)

Sônia Guajajara (vice de Guilherme Boulos)

Ela é liderança indígena, filiada ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e, mesmo nunca tendo sido eleita para nenhum cargo, tem uma vida de militância na área ambiental e no campo da esquerda.
Coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), faz parte do povo Guajajara, que se concentra na região do Maranhão. Aos 15 anos, ela teve a oportunidade de estudar em Minas Gerais com ajuda da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Após estudar o ensino médio em outro estado, retornou ao Maranhão e se formou em letras e enfermagem. Depois, fez pós-graduação em educação especial. É a favor da demarcação de terras indígenas e defende os direitos humanos.
Em 2010, Sônia teve um embate direto com a senadora Kátia Abreu. No episódio, a hoje candidata do PSOL entregou o irônico prêmio “motosserra de ouro” para Kátia por conta das alterações no Código Florestal. (Imagem: Ronaldo Silva/Futura Press)

Suelene Balduino (vice de Cabo Daciolo)

Ela é pedagoga e filiada ao Patriota. Sem ter atuado na política, tem mais de 20 anos de experiência na rede pública de ensino no Distrito Federal.
Suelene afirma ser contra a corrupção e burocracias que impedem o que chama de “boa gestão pública”.
A candidata a vice tem forte discurso a favor da educação e diz ter o tema como sua maior prioridade. Também afirma ser a favor de investimentos para aperfeiçoar o trabalho dos professores. (Imagem: Reprodução/Facebook)

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