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Mural com crítica a Bolsonaro é apagado em Maringá

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Algumas horas depois de ser finalizado, um mural do artista paulistano Paulo Ito, feito para o encerramento do Segundo Encontro de Graffiti de Maringá havia sido coberto de tinta preta. O grafite apagado reproduzia três cenas de agressão, contra uma mulher, um negro e um adolescente, e trazia a frase “é melhor já ir se acostumando”.

O trabalho, que continha uma clara referência ao candidato à presidência Jair Bolsonaro foi considerada “inconveniente devido ao momento eleitoral” pela Secretaria de Esportes de Maringá, que administra o prédio onde o trabalho foi realizado. A obra foi concluída no último domingo, dia 19, e amanheceu na segunda, dia 20, já coberta.

Paulo Ito, que já teve trabalhos expostos no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE) e na Bienal Internacional de Graffiti de São Paulo, além de ter murais de sua autoria em diversos países, gravou um vídeo em que falou sobre o ocorrido:

“Muitos que se incomodaram com a pintura que eu fiz, são eleitores do candidato. O que pintei, está presente no discurso dele. Por que quando ele fala, não incomoda nada e quando alguém pinta é tão incômodo?”

Com a repercussão do caso, o Conselho Municipal de Cultura de Maringá informou que faria uma “carta de repúdio” e solicitaria informações de “por que o mural foi apagado”. Já a Prefeitura de Maringá, em nota oficial, reconheceu a relevância do artista e a crítica social presente em suas obras, mas reforçou que a obra estaria em desacordo com a lei eleitoral.

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