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Pesquisadores querem clonar cavalo extinto de 40 mil anos

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Filhote de cavalo não tinha mais que dois meses quando morreu (Associated Press)

O corpo de um filhote de cavalo encontrado na Sibéria, de mais de 40 mil anos, deve ser clonado por uma equipe russa em parceria com o sul-coreano Hwang Woo Suk, um cientista especializado em clonagens. O animal estava congelado, o que garantiu que seus restos apresentassem ótimo estado de conservação.

O potro, pertencente a uma raça já extinta, foi encontrado na cratera de Batagaika, no coração da floresta boreal da Sibéria, segundo a agência Associated Press. O buraco tem mais de um quilômetro de extensão e foi se formando ao longo dos anos, a medida que a camada de gelo permanente foi derretendo na região.

“O corpo do animal não apresenta nenhum dano, até mesmo a sua crina foi preservada — algo incrivelmente raro para restos tão antigos”, explica Semyon Grigoryev, chefe de um dos museus de Yakutsk, na Rússia, que estuda a melhor forma de tentar clonar o potro. Pelas estimativas, o filhote tinha apenas dois meses de vida quando faleceu.

A grande preocupação dos pesquisadores é se será possível extrair alguma célula preservada do mamífero, já que o gelo pode provocar a ruptura celular. Caso encontrem, podem transferi-lo para o núcleo de um óvulo e implantar o embrião em uma égua. Se reproduzida novamente, a raça pode trazer à tona espécies antigas de mamíferos gigantes.

O cientista Hwang Woo Suk, um dos nomes procurados para ajudar no processo, foi considerado um dos nomes mais respeitados da área até 2005, quando admitiu ter falsificado alguns resultados e ter adquiro óvulos e embriões humanos em condições irregulares. Ele se especializou na clonagem de animais domésticos.

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