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Primeiro debate após ataque contra Bolsonaro é marcado pelo equilíbrio

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Debate entre candidatos à presidência da República, promovido pela TV GAZETA, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), neste domingo (9). Foto: Ronaldo Silva/Futura Press

A TV Gazeta promoveu o primeiro encontro entre presidenciáveis após o ataque que deixou Jair Bolsonaro hospitalizado.

Além de Bolsonaro, o ex-presidente Lula com a candidatura vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também não compareceu.

Com formato que privilegia a troca de perguntas entre candidatos, o evento promovido pela Gazeta em parceria com o Estadão, a Jovem Pan e Twitter teve um tom mais ameno que os anteriores.

Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSol), Henrique Meirelles (MDB)  e Marina Silva (Rede) decidiram se pautar por questões mais técnicas e propositivas.

Um dos poucos candidatos que tentou subir o tom das críticas do encontro foi Guilherme Boulos (PSOL). Sempre bem humorado ele alfinetou em diferentes momentos Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB).

Em um primeiro momento, ele questionou Meirelles sobre sua trajetória no mercado financeiro. Chamando o candidato de banqueiro, Boulos perguntou se mdbista iria acabar com os privilégios dos grandes bancos e combater o desemprego.

Meirelles lembrou que eu seu período como presidente do Banco Central —durante o governo Lula— o país criou milhares de empregos.

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Ainda sobre críticas ao mercado financeiro, Boulos afirmou que o time dos banqueiros conta com Meirelles, Temer e Alckmin e lembrou as farpas trocadas entre o atual presidente e o candidato tucano na última semana. “Logo eles se resolvem. Na hora de tirar direitos do trabalhador estarão juntos novamente”, decretou.

Henrique Meirelles também subiu o tom com Alckmin ao afirmar que o principal produto de exportação de São Paulo atualmente é o crime organizado. O tucano citou bons números de segurança e defendeu a política de segurança implantada no estado. Meirelles voltou a carga e lembrou que o PCC ultrapassou as fronteiras paulistas e hoje atua em todo o país justamente nas gestões do PSDB.

 

Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) durante debate entre candidatos à presidência da República, promovido pela Gazeta. Foto: Ronaldo Silva/Futura Press

Saúde, educação, saneamento básico e economia também foram abordadas em tom mais ameno entre todos os candidatos. O Yahoo Notícias faz uma breve avaliação sobre a participação de cada um. Veja abaixo:

Alvaro Dias (Podemos)  Conseguiu apresentar suas propostas de forma clara e objetiva. Teve embate de alto nível com Ciro Gomes sobre atual conjuntura política do país e só se complicou quando questionado se iria manter privilégios do judiciário como auxílio moradia. Preferiu não se referir apenas ao judiciário e preferiu dizer que iria combater privilégios de modo geral.

Ciro Gomes (PDT) – O candidato do PDT conseguiu emplacar algumas propostas e discutir em bom nível com Marina Silva e Alvaro Dias. Não citou o projeto de tirar o nome de milhares de brasileiros do Serviço de Proteção ao Crédito. Foi didático sobre a necessidade de derrubar a PEC 241 que limita investimento público por 20 anos.

Geraldo Alckmin (PSDB) – Adotou o mesmo tom moderado de outros debates. Tentou emplacar propostas para combater o desemprego, mas acabou ficando em uma saia justa quando questionado sobre segurança pública e PCC por Henrique Meirelles. Foi o mais atacado do debate. 

Guilherme Boulos (PSOL) – Franco atirador, o candidato do PSOL conseguiu se diferenciar de outros candidatos e teve postura firme em temas como agrotóxicos e demarcação de terras indígenas. Conseguiu colocar rivais como Alckmin, Meirelles e Alvaro Dias em algumas sinucas de bico.

Henrique Meirelles (MDB) – Respondeu muito bem as provocações de Guilherme Boulos e conseguiu jogar Alckmin nas cordas ao citar o PCC como principal produto de exportação paulista.

Marina Silva (Rede) – Sempre equilibrada, a candidata da Rede dessa vez fez questão de exaltar sua equipe que conta com nomes como Eduardo Jorge —um dos idealizadores do SUS. Ela também debateu em alto nível com Ciro Gomes e pregou tolerância no debate político.

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