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Principais partidos opositores excluídos das próximas eleições na Venezuela

AFP
O líder da oposição venezuelana Henrique Capriles (C) participa de um protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro, em 8 de abril de 2017 em Caracas

Os quatro principais partidos da oposição venezuelana ficaram inabilitados para participar das eleições de vereadores de 9 de dezembro, informou nesta terça-feira o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

O Conselho publicou uma lista de 21 "organizações políticas nacionais vigentes" visando as eleições, e na qual não aparecem Primeiro Justiça, Vontade Popular, Ação Democrática e Um Novo Tempo.

Devido ao fato de não terem participado das eleições de 20 de maio, nas quais o presidente Nicolás Maduro foi reeleito, o CNE ordenou que essas agrupações revalidem com um recolhimento de assinaturas a sua lista de filiados.

Mas o Primeiro Justiça, do ex-candidato presidencial Henrique Capriles; o Vontade Popular, do líder em prisão domiciliar Leopoldo López; e Um Novo Tempo se negaram alegando se tratar de uma exigência ilegal.

O Ação Democrática, do líder parlamentar Henry Ramos Allup, desistiu depois que o CNE lhe ordenou repetir o recolhimento de assinaturas.

Base da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), os quatro partidos boicotaram as presidenciais ao denunciá-las como um processo fraudulento por terem sido adiantadas pela governista Assembleia Constituinte, cuja legitimidade negam.

Entre as formações habilitadas se encontram o governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e o Avançada Progressista, do opositor Henri Falcón.

Dissidente do chavismo, Falcón participou das eleições que deram a Maduro um segundo mandato de seis anos e que são desconhecidas por grande parte da comunidade internacional.

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