Update privacy choices
Notícias

Saiba as polêmicas do último debate para se preparar para o de hoje

Yahoo Notícias
Paulo Lopes/Futura Press

O segundo debate dos presidenciáveis será hoje (17), na RedeTV, às 22h. Vão participar oito candidatos, sob a regra de ter 5 ou mais parlamentares na Câmara ou no Senado, como Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (Psol), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), ou estar bem nas pesquisas, como Marina Silva (Rede). Além do lugar vazio de Lula (PT). O ex-presidente está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril. Seu representante, o candidato à vice, Fernando Haddad (PT), não poderá participar desta vez também.

Uma das polêmicas surgidas no primeiro debate, na quinta-feira (9), na Band, foi a história de Walderice Santos da Conceição. Guilherme Boulos (PSOL) perguntou a Jair Bolsonaro (PSL) quem era Wal e a internet disparou memes sobre o confronto. O capitão da reserva do Exército se exaltou e mudou de resposta sobre a então funcionária de gabinete dele, desde 2003, que o jornal Folha de S. Paulo descobriu que, ao invés dela estar trabalhando em Brasília com o deputado, vendia açaí em uma praia de Angra dos Reis (RJ), onde Bolsonaro tem uma casa de veraneio.

No começo desta semana, o jornal voltou à praia, comprou açaí com a servidora pública e a entrevistou. Depois disso, Wal pediu demissão do cargo público. De janeiro, quando ocorreu a descoberta, até julho, a mulher teria recebido mais de R$ 17.000,00 da Câmara dos Deputados.

Outra história surgida veio de Cabo Daciolo (Patriota), que questionou Ciro Gomes (PDT) sobre ser criador da Ursal (União das Repúblicas Socialistas da América Latina). Muito foi dito, mas a versão mais próxima da realidade é a da verdadeira dona da expressão, a socióloga e professora universitária aposentada Maria Lucia Victor Barbosa que, como piada, lançou a Ursal, há 17 anos, para ironizar o Foro de São Paulo, ocorrido em 2001, em Havana, com presença de Lula e o ditador cubano, Fidel Castro, entre outros.

No evento, Lula fez um discurso veemente contra a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), dizendo ser um projeto de anexação que os Estados Unidos queriam impor, afirmando que seria o fim da integração latino-americana.

Em artigo publicado na internet em 9 de dezembro de 2001 intitulado “Os Companheiros”, que foi reproduzido em alguns blogs à época, a professora escreveu: “Mas qual seria, me pergunto, essa tal integração no modelo Castro-Chávez-Lula? Quem sabe, a criação da União das Republiquetas Socialistas da América Latina (URSAL)?” -em tom de deboche, ela utiliza o termo Republiquetas, em vez de Repúblicas.

E a última grande polêmica foi quando Ciro Gomes (PDT) falou para Jair Bolsonaro (PSL) que tiraria o nome dos brasileiros do SPC, inclusive o do deputado que estaria devendo milhões. Bolsonaro reagiu bem, descontraindo e tirando risadas do público. Ontem (16), o pedetista lançou vídeos explicativos sobre como vai conseguir realizar esse plano.

Ciro explicou que pode incluir a abertura de linhas de crédito de bancos em valores de até R$ 60 bilhões. “Eu faço um leilão e aquelas empresas financeiras, bancos e de cartão de crédito e de crediários que me derem o maior desconto serão as primeiras a serem refinanciadas. E pega os mais pobres de baixo para cima e empresta pelo Banco do Brasil e pela Caixa em até 36 meses de prazo”, declarou. O programa deve funcionar mais ou menos como os feirões de renegociação de dívidas. Mas ao invés dos 80% de desconto, o percentual chegaria a até 90%.

“O brasileiro médio está devendo R$ 1.200. Se eu picar as prestações em 36 meses, ele vai pagar prestação ao redor de R$ 40 por mês e vai fazer ele sair da humilhação e ajudar o país a voltar a turbinar a economia”, contou.

Saiba mais:
Bolsonaro exibe vídeo em que Wal nega ser funcionária fantasma
Crítica do PT, socióloga diz que inventou Ursal em piada, no ano de 2001
Ciro Gomes dá detalhes sobre seu plano de retirar o nome dos brasileiros do SPC

Reações

Leia também