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Maduro ameaça EUA com 'revolução total e radical'

AFP
O presidente da governista Assembleia Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello (C), participa de marcha em apoio ao presidente Nicolás Maduro, em Caracas, em 11 de setembro de 2018

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu nesta terça-feira os Estados Unidos de que enfrentarão uma "revolução total e radical" caso tentem derrubá-lo, após as revelações do jornal The New York Times de que funcionários americanos se reuniram com militares venezuelanos para discutir um "golpe".

"Não se enganem senhores imperialistas (...). Se os golpistas se atreverem a quebrar as regras do jogo (...), vamos às ruas, à carga, à batalha e à revolução total e radical!" - prometeu Maduro durante um ato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Manifestantes chavistas marcharam em Caracas para rechaçar os supostos planos dos Estados Unidos contra Maduro, como revelou The New York Times.

"Se o imperialismo tentar algo contra esta pátria, é provável que entrem, o que não está claro é como vão sair. Daqui sairão derrotados", expressou o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, de um palanque no centro de Caracas.

Mil pessoas marcharam com cartazes contra Washington. Um deles mostrava o presidente americano, Donald Trump, com chifres de demônio.

Cabello, presidente da governista Assembleia Constituinte, assegurou que "o imperialismo é, em sua essência, inimigo do povo".

"Os gringos acreditam ser donos do mundo e nós temos que ir às ruas para fazer frente a eles", declarou à AFP Pablo Duarte.

Segundo o relato do New York Times publicado no sábado, funcionários da administração Trump se reuniram secretamente com militares venezuelanos - incluindo um comandante punido por Washington por corrupção - para discutir a derrubada de Maduro.

Mas, finalmente, os funcionários americanos decidiram não agir, detalhou o jornal.

Maduro, que não compareceu à marcha, vinculou na segunda-feira a informação do jornal americano com as preocupações expressadas por governos de países vizinhos como Colômbia e Brasil pela crise migratória venezuelana, que chamou de "campanha de difamação".

"Esta campanha internacional de difamação quer justificar que na Venezuela há um evento extraordinário fora da Constituição: um golpe denunciado pelo New York Times", disse o governante socialista.

Cabello também criticou Washington por ameaçar prender e julgar juízes e promotores do Tribunal Penal Internacional (TPI) na segunda-feira se tomarem medidas por crimes de guerra contra americanos que lutaram no Afeganistão ou se iniciarem investigações contra Israel por demandas da Palestina.

"Quando você ouve um porta-voz de alto escalão do Departamento de Estado dizer que vão punir o Tribunal Penal Internacional se este ousar abrir um julgamento contra Estados Unidos ou Israel, já se sabe o decadente nível do imperialismo", acrescentou o dirigente em referência a John Bolton, que é conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca.

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