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Suplente de Alvaro Dias tem prisão decretada por fraudes em obras no Paraná

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Reprodução/Facebook

O empresário Joel Malucelli foi um dos alvos de prisão da operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no Paraná, na manhã desta terça-feira (11); a operação também prendeu o ex-governador do estado, Beto Richa. Suplente (licenciado) do senador e candidato à Presidência pelo Podemos, Alvaro Dias, Malucelli não foi encontrado pela polícia.

Apontado como um dos empresários mais influentes do estado, Malucelli, além de suplente, mantém uma amizade pessoal com o presidenciável. Ele também mantém relações com outras figuras políticas da região, sendo sogro de João Arruda (MDB), candidato ao governo do estado, e primo de Coronel Malucelli, vice na chapa de Cida Borghetti (PP), outra candidata a governadora.

Simultaneamente, a mulher de Richa, seu irmão e o ex-chefe de gabinete do antigo governador, foram presos pela 53ª fase da Lava Jato, também realizada esta manhã. Embora as duas operações tenham sido executadas ao mesmo tempo, tratam-se de investigações diferentes: uma é conduzida pela Polícia Federal e diz respeito a pagamentos ilícitos feitos pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht; a outra, a cargo do Ministério Público Federal (MPF), apura fraudes a licitações de obras de estradas rurais no Paraná, em programa chamado Patrulha do Campo.

Malucelli, segundo a investigação do MPF, integrava um grupo de empreiteiros envolvidos na Patrulha do Campo — que nada tem a ver com a Lava Jato. Ao todo, 15 pessoas foram alvo de mandados de prisão temporária.

O candidato do Podemos, Alvaro Dias, afirmou à Veja não admitir a tentativa de “transferir responsabilidades” e frisou que o suplente foi escolhido para compor sua chapa no Senado quando mantinha Ficha Limpa:

“A Operação Lava Jato – imprescindível para o Brasil – sempre teve e continuará tendo todo nosso apoio, pois o combate à corrupção e a busca por uma Justiça igual para todos é prioridade. O empresário Joel Malucelli, que foi indicado pela coligação para ocupar a vaga de suplente na chapa, participou da campanha de 2014 de forma legal e, assim que foi citado nas investigações, protocolou pedido de afastamento na Mesa Diretora do Senado Federal, abrindo mão da possibilidade de assumir o cargo”, declarou.

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