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Tradição de matar baleias na Dinamarca revolta ambientalistas

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Reprodução/Facebook/Sea Sheperd

Imagens divulgadas pela ONG Sea Sheperd têm chocado o mundo. Nas Ilhas Faroe, um pequeno arquipélago entre a Escócia, a Noruega e a Islândia, acontece durante os verões no Hemisfério Norte uma prática conhecida como “grindadráp”, grande caça de baleias e golfinhos.

Apesar de a prática ser legal, tradicional e centenária – registros remontam ao ano de 1584 – as imagens têm causado grande comoção entre ambientalistas. Eles alegam que a matança, além de desnecessária, representa desprezo pela vida dos animais.

Em cada caçada, dezenas de baleias e alguns golfinhos são mortos nas praias com cortes profundos no pescoço que rompem a medula espinhal –  a técnica foi regulamentada pelo governo como uma forma de “humanizar” a matança, pois a morte acontece em poucos minutos. O sangue se espalha rapidamente, pintando o mar de vermelho.

Em média, cerca de 800 baleias-piloto são mortas anualmente, mas o número varia. Os registros indicam que nas últimas cinco décadas mais de 62 mil baleias e golfinhos foram mortos no “grindadráp”.

Reprodução/Facebook/Sea Sheperd

Segundo o italiano Fabrizio Santoro, que mantém um blog e uma página no Facebook em defesa da prática, apenas 0,2% das baleias-piloto do Atlântico Norte são mortas pela caça. “Muitas mais morrem pela poluição, mas ninguém parece se preocupar”, argumenta.

A legislação da União Europeia proíbe a caça de pequenos cetáceos, como as baleias-piloto e os golfinhos, mas as Ilhas Faroe não fazem parte do bloco, por serem um governo autônomo do Reino da Dinamarca.

Em comunicado, o governo defende que “a caça às baleias é parte natural da vida feroese” e que regulamentos garantem que o “grindadráp” aconteça com o menor sofrimento possível para os animais. Apenas caçadores licenciados, após curso com veterinários, podem realizar os abates.

“A população é incentivada a pensar que isso é normal, mas não é. Não há matança de baleias como essa em nenhuma outra parte do mundo. Eles exterminam o grupo inteiro, incluindo fêmeas grávidas e animais jovens”, afirmou Robert Read, diretor de operações da Sea Shepherd do Reino Unido. (Com informações do jornal O Globo).

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