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Trump viaja à Pensilvânia para homenagear os mortos do voo 93 no 11/9

Por Jerome CARTILLIER
AFP
A "Torre das vozes", em Shanksville, em 9 de setembro de 2018

O presidente Donald Trump vai à localidade de Shanksville, na Pensilvânia, nesta terça-feira para recordar os ataques de 11 de setembro e homenagear os heróis do voo 93, no 17º aniversário da tragédia.

Em 11 de setembro de 2001, o avião, um dos quatro voos que foram sequestrados pelo grupo jihadista Al-Qaeda, caiu em um campo nesta pequena cidade a cerca de 270 quilômetros a noroeste de Washington.

Os passageiros, que foram avisados por celular por seus entes queridos sobre os ataques ao World Trade Center em Nova York, tentaram assumir o controle da aeronave e o aparelho, invés de colidir contra o Capitólio, acabou caindo no meio de um campo.

Desde então, as pessoas que viajavam nesse voo foram considerados e homenageados como heróis.

Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, disse que Trump vai enfatizar a "lembrança daquele dia horrível (...) e vai prestar homenagem não apenas àqueles que perderam suas vidas, mas também àqueles que arriscaram suas vidas para ajudar".

Trump será acompanhado por sua esposa, Melania, em um dia que simboliza a unidade nacional, uma ocasião que lhe dá uma pausa temporária de um momento particularmente difícil em Washington.

- A Torre das Vozes -

O casal presidencial visitará o monumento recém-inaugurado, a Torre das Vozes, uma estrutura de quase 30 metros e com 40 sinos representando cada uma das vítimas.

O som dos sinos muda segundo a intensidade e a direção do vento.

Às 10h03 hora local (11h03 de Brasília) de 11 de setembro, a hora exata em que o avião caiu nas montanhas deixando uma coluna fumaça enorme, os nomes de cada vítima serão lidos em voz alta.

A história do avião, que cobria a rota Newark-San Francisco, inspirou muitos filmes, incluindo "O Voo 93", do diretor Paul Greengrass.

Os últimos momentos do voo e conversas entre os passageiros, os tripulantes e os sequestradores na cabine foram difundidas em 2006 em um tribunal durante o julgamento contra o francês Zacarias Mussaui.

Os gritos que foram registrados na cabine chocaram os membros do júri e os presentes na audiência do julgamento que sentenciou Mussaui, o único condenado nos Estados Unidos pelos eventos.

Os ataques do 11 de setembro, que destruíram as Torres Gêmeas, deixaram quase 3.000 mortos, a maioria na área de Manhattan.

Um sinal da magnitude da devastação na cidade é que a estação de metrô Cortlandt Street, que foi soterrada por escombros, só foi reinaugurada no último sábado.

"O WTC Cortlandt é mais do que apenas uma estação de metrô", disse Joe Lhota, presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes.

"É um símbolo da determinação dos nova-iorquinos em reconstruir suas vidas", concluiu.

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