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Último presidente a visitar Museu Nacional foi Juscelino Kubitschek, em 1958

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Arquivo/Museu Nacional

O valor de R$ 520 mil anuais destinados à manutenção do Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, foi um dos principais motivos que levou o diretor da instituição, Alexandre Kellner, a procurar a Presidência da República para discutir o Plano Diretor de revitalização do museu. Sob os cuidados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no entanto, o palacete bicentenário foi visitado pelo chefe do Executivo pela última vez em junho de 1958, quando o presidente ainda era Juscelino Kubitschek. O local foi incendiado na noite deste domingo (2).

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Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Kellner explicou que buscava um financiamento de ao menos R$ 300 milhões — valor que poderia ser investido ao longo uma década — para a revitalização do museu. Sem conseguir uma reunião, viu a maior parte do acervo se perder após o incêndio que ocorreu no fim de semana. Tudo aconteceu antes mesmo que o BNDES pudesse aplicar os R$ 21,7 milhões que seriam destinados à restauração da instituição. O valor foi acertado para celebrar os 200 anos do museu, completados em junho deste ano.

O edifício tombado foi morada da família imperial no país e visitado por diversas personalidades ao longo dos anos. A lista de notáveis que estiveram no local apresenta nomes como o pai da aviação Santos Dumont, o físico alemão Albert Einstein, a cientista polonesa Marie Curie e o antropólogo belga Levi-Strauss.

Com o passar dos anos, o corte de verbas se acentuou e o museu passou a sofrer com a queda na quantidade de visitantes, apesar da entrada a R$ 8. O imóvel apresentava paredes descascadas e fiação à mostra. Estima-se que apenas 1% do acervo estava exposto.

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