‘Amy Winehouse não tinha privacidade, e isso foi muito ruim para sua saúde mental’, acusa amigo

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RIO - Um ano mais velho que Amy Winehouse (cuja morte completa 10 anos esta sexta-feira), Tyler James conheceu a cantora quando ela tinha 12 anos, numa escola de canto e teatro em Londres. Dali em diante, os dois não se desgrudaram. E seguiram juntos um caminho que passou pela indústria da música (na qual Amy se tornou uma estrela) e pela dependência química — da qual só ele sobreviveria, para contar tudo no livro “Minha Amy — A vida que partilhamos”, recém-lançado no Brasil pela Agir.

— Amy sempre dizia para eu escrever sobre o que sentia. Era o que ela fazia por meio da música, compor era uma espécie de terapia para ela — conta, em entrevista por telefone, Tyler, um cantor e compositor hoje afastado do showbiz. — Amy não tinha privacidade, e isso foi muito ruim para a sua saúde mental. Minha vida hoje é dedicada aos meus amigos e à família. E o que eu quero daqui para frente é usar a minha experiência para ajudar outros dependentes a falar de seus vícios.

Relato muitas vezes cru e pungente sobre as batalhas que a cantora travou tanto com a bebida e as drogas quanto com os relacionamentos tóxicos (em especial, com o ex-marido, Blake Fielder-Civil), “Minha Amy” traz à memória um tempo não tão distante — no qual a indústria não demonstrava ter uma real preocupação acerca dos efeitos da fama sobre a saúde mental de astros mais vulneráveis.

—Sabe-se hoje o que pode acontecer com alguém como Amy que, de repente, virou uma das pessoas mais famosas do mundo. É uma experiência que muda completamente a sua cabeça. Naquela época, não apenas ela, mas artistas como Britney Spears reclamavam de depressão e da falta de privacidade. Fico imaginando hoje, com todos os trolls das redes sociais, o quanto isso seria danoso para Amy — alerta Tyler.

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