Análise: Atuações de Gabriel Jesus e Vini Jr. na Champions são de fazer olhos de Tite brilharem

Indiretamente, Tite esteve no estádio para assistir à partida entre Manchester City e Real Madrid, pela ida da semifinal da Champions. Seus olhos foram os de Cleber Xavier e Matheus Bachi, seus dois principais auxiliares técnicos. Certamente, brilharam ao ver a atuação de Gabriel Jesus e Vini Jr. em uma das melhores partidas da temporada.

Os dois foram protagonistas de um duelo cheio de alternativas, destaques, craques. O mais importante de tudo, eles exerceram bem funções que, na seleção brasileira, são fundamentais. Tite viu os dois jogadores serem na partida tudo aquilo que ele precisa em novembro, no Catar.

Gabriel Jesus foi quem apareceu primeiro. É quem mais precisa aparecer, na verdade. Seu crescimento acontece em momento certo, na posição certa. Na longa fase de oscilação que viveu até recentemente, tanto na seleção brasileira quanto no Manchester City, o atacante flutuou, ora como atacante de referência, ora mais aberto pela direita. Nesta terça-feira, foi jogador enfiado na área. E brilhou.

No fim das contas, Pep Guardiola e Tite precisam do camisa 9 muito mais na grande área, como finalizador, do que qualquer outra coisa. Quando é deslocado, é sinal de que não estão bem. Para outras funções, os treinadores possuem jogadores que funcionam melhor. É presença de área que buscam. E foi isso que Gabriel Jesus ofereceu.

Logo no começo da partida, atacou o espaço na área para receber o passe em boas condições. Dominou a bola de costas para o gol e conseguiu o giro em cima da marcação. Finalizou com categoria e marcou o segundo gol do Manchester City. Gabarito. Lance de centroavante, irretocável. Na seleção que Tite levará para a Copa do Mundo, é isso que está vago. É ali que Jesus pode se firmar.

Outro jogador que brilhou foi Vini Jr. Em Manchester, desequilibrou no momento mais difícil para o Real Madrid na partida, quando o time espanhol estava acuado, havia sofrido o terceiro gol e perigava levar o quarto. Ele foi o desafogo do time merengue, como precisa ser da seleção brasileira. Ganhou a jogada em cima de Fernandinho e disparou, imparável, para fazer o gol. Finalizou com calma, categoria, mostrando como evolui no fundamento que foi seu calcanhar de Aquiles por um bom tempo.

Na equipe de Tite, essa transição rápida é fundamental e será ele um dos principais responsáveis por ela. Mais do que isso, Tite precisa que o jogador também consiga recompor bem defensivamente, algo que faz no Real Madrid de Carlo Ancelotti, técnico que nem sempre gosta de ter sua equipe com as linhas tão altas.

Isso raramente aconteceu nas Eliminatórias, mas imagina-se que o Brasil, caso avance na Copa do Mundo, terá de lidar com contextos de jogo em que será pressionado. Quando isso acontecer, o Vini Jr. do Real Madrid, aquele que consegue ajudar no combate e ao mesmo tempo se posicionar para ser o jogador da transição rápida, precisará aparecer como apareceu na partida desta terça-feira.

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