Análise: Botafogo esbarra na falta de criatividade e intensidade no empate com o Vila Nova na estreia da Série B

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Na estreia da Série B, o Botafogo mostrou que ainda é cedo para fazer avaliações definitivas de como será a campanha na segunda divisão. Mas é fato que há muito o que fazer. O time desperdiçou a chance de começar com o pé direito ao jogar um tempo inteiro com vantagem numérica em campo. Só conseguiu um empate em 1 a 1 contra o Vila Nova, nesta sexta-feira, em Goiânia — e ainda saiu atrás no placar.

De positivo pode-se destacar o atacante Ronald. Ele soube explorar a deficiência do seu marcador, tabelou bem com o lateral-direito Warley e foi responsável pelas principais ações ofensivas. Tanto com bolas alçadas na área que deram trabalho ao goleiro do Vila Nova quanto em jogadas individuais.

Mas a pouca intensidade no meio-campo deu raras oportunidades de gol ao alvinegro ao longo do jogo . Os donos da casa apostavam num jogo truncado com seu meio-campo repleto de volantes. Com faltas, pararam o adversário. Não à toa teve a expulsão de Deivid, que levou o segundo cartão amarelo ao impedir um contra-ataque do Botafogo.

A vantagem numérica era tudo o que o Botafogo precisava para desamarrar o jogo. Porém, o time em construção de Marcelo Chamusca ainda tem muitos defeitos. A marcação deixou William Formiga livre para pegar um rebote de dentro da área e abrir o placar aos 7.

O estreante Chay tentou movimentar o time e deu belo passe para Rafael Navarro empatar aos 13. Mesmo com mais jogadores e mais qualidade técnica, no entanto, o Botafogo esbarrou em suas próprias deficiências, na falta de agressividade e criatividade e no bloqueio do Vila Nova.