Análise: Brugges mostra para o PSG que 'só' ter Neymar, Messi e Mbappé não basta

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·3 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

A tão aguardada primeira vez de Messi, Neymar e Mbappé como titulares deixou frustração nos torcedores e lições que precisam ser aprendidas o quanto antes por Mauricio Pochettino. O 1 a 1 entre PSG e Brugge, pela Champions League, deixou claro que, por enquanto, o time francês tem muito mais badalação do que organização. Sua capacidade de atrair atenções ainda não acompanha a de construir boas jogadas e se defender com segurança.

Esta carência ficou ainda mais evidente por causa do adversário. Muito bem arrumado tatucamente, o Brugge não só segurou o ímpeto do trio ofensivo francês como ficou perto de vencer a partida. O empate foi comemorado por sua torcida como vitória.

Não que Neymar, Messi e Mbappé tenham jogado mal. Mas foram bem marcados e ainda sofreram com a limitação do meio-campo, que não teve sucesso nem na tentativa de fazer a ligação com o ataque, nem na proteção à defesa.

É claro que algumas peças ainda entraram neste time do PSG. Mas Pochettino precisa corrigir logo esta falta de equilíbrio. Nesta quarta, já deixou passar dois pontos contra o adversário que, em tese, é o mais fraco do grupo A. Os outros são o Manchester City e o Leipzig, que se enfrentaram ao mesmo tempo com vitória por 6 a 3 para os ingleses. Daqui a 15 dias, Neymar, Messi & Cia medirão forças com o time de Pep Guardiola.

O melhor do trio foi a movimentação. Principalmente com Mbappé. Escalado mais centralizado, ele apareceu bem tanto pela direita quanto pela esquerda. Foi por ali, inclusive, que fez a bela jogada na qual cruzou para Herrera abrir o placar, aos 15 da primeira etapa.

Além de eventualmente trocar posição com Mbappé, Neymar também recuou bastante para ajudar a fazer a ligação com o ataque, já que o trio do meio de campo carecia de criatividade, e deu alguns passes decisivos. Mas, no geral, deixou a desejar. Foi muito bem marcado, assim como Messi, que não encontrou muito espaço. Ainda assim, o argentino chegou a acertar o travessão.

Quem roubou a cena mesmo foi um jovem belga de 20 anos. Charles De Ketelaere deu trabalho para a defesa francesa. Jogador mais à frente do Brugge, sabe jogar bem tanto pela faixa central quanto pelas pontas e tem visão de jogo.

Os anfititriões, aliás, não eram um time de um homem só. A equipe belga se diferenciou do PSG mostrando o que, se não contam com grandes craques, estão à frente em organização. Marcaram muito bem sem jogar recuados e fizeram uma transição ofensiva bem construída. Levaram mais perigo pelos lados, principalmente o esquerdo - justamente por onde Messi, quem menos recua para ajudar a marcar, atua. Foi dali que Sobol cruzou rasteiro para Vanaken empatar.

O trio tão badalado se desfez logo no começo da etapa final, com a saída de Mbappé (queixando-se de dores no tornozelo). Sem organização no meio e sem o melhor jogador do primeiro tempo, o PSG viu o Brugge crescer. A impressão é que, tivesse mais jogadores tão talentosos como De Ketelaer, a equipe belga teria virado.

O sufoco só não foi maior porque Pochettino improvisou Danilo Pereira na linha de zaga, formando um trio com Marquinhos e Kimpembe. A mudança fechou os espaços que o Brugge vinha encontrando. Mas não foi o suficiente para vencer a partida, já que, na frente, o PSG foi mais pressão do que estratégia. Saiu de Bruges com apenas um ponto e uma lição a ser aprendida.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos