Análise: com show de Messi, Argentina sobra contra frágil Itália e confirma favoritismo para Copa do Mundo

Classificada com facilidade para a Copa do Mundo — foram 11 vitórias e seis empates nos 17 jogos das Eliminatórias — e atual campeã da Copa América, a Argentina colhe glórias no continente desde 2019, quando foi eliminada para o Brasil da competição sul-americana em Belo Horizonte. A dúvida, então, era se o desempenho da seleção dos Lionel Scaloni e Messi seria também tão superior contra uma equipe europeia. Na "Finalíssima", contra uma Itália que ficou de fora do mundial do Catar, os hermanos passearam, venceram por 3 a 0, com gols de Lautaro Martínez, Di María e Paulo Dybala, e conquistaram o bicampeonato.

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Com o triunfo, os argentinos chegaram aos 32 jogos de invencibilidade (21 vitórias e 11 empates) e alcançaram a maior sequência de jogos sem perder da história da seleção. A última derrota foi justamente para o Brasil em 2019, na semifinal da Copa América — desde então, enfrentaram a equipe de Tite três vezes, com duas vitórias e uma derrota.

— Tudo mudou depois da Copa América. Tiramos essa mochila (o peso de um título) e agora jogamos nos divertindo. As coisas saem muito mais fáceis para nós. Estamos empolgados, mas devemos sempre manter os pés no chão — falou Di María após a conquista.

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Além de aumentar a sequência invicta do time, a vitória argentina também confirma o bom futebol praticado pela equipe de Lionel Scaloni, que chega como uma das favoritas para a conquista da Copa do Mundo.

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Com pressão no campo adversário desde o início da partida, a Argentina mostrou que já tem um time base, com um seguro Emiliano Martínez no gol, De Paul e Lo Celso unindo vigor físico e técnico no meio-campo e Di María, Messi e Lautaro Martínez esbanjando entrosamento na frente. Os dois últimos, aliás, com três assistências e um gol, foram os melhores em campo.

Como de costume na seleção, Lionel Messi foi o maestro. Livre para buscar o jogo, tabelou, roubou bolas, driblou e achou Lautaro aos 27 minutos, depois de roubada de Lo Celso já no campo de ataque, para que o camisa 22 marcasse o primeiro gol da partida.

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Depois, foi a vez do atacante da Inter de Milão — marcou 13 vezes nos últimos 14 jogos da equipe italiana na temporada — ser o garçom. Após lançamento de Emiliano Martínez, Lautaro dominou, girou em cima de Bonucci e passou para Di María, nas costas de Chiellini, que se despedia da Azzurra, encobrir Donnarumma e, com um golaço, abrir 2 a 0 para a Argentina ainda no primeiro tempo.

— Ainda faltam alguns meses para a Copa do Mundo. Sabemos que temos coisas para corrigir — disse Lautaro Martínez.

Na etapa final, com 53% de posse de bola, os hermanos continuaram criando para golear os italianos, mas não conseguiam traduzir as finalizações em gol. Só Messi parou em Donnarumma três vezes. Di María, outras duas. Ao todo, foram 17 finalizações argentinas contra sete italianas (10 e quatro no gol, respectivamente).

Quando a partida rumava para o 2 a 0, Dybala roubou bola de Jorginho no campo de defesa argentino e tocou para Messi. O camisa 10, que ganhou o prêmio de melhor jogador da decisão, conduziu até a área italiana, mas não conseguiu finalizar. Melhor para Dybala, que, com um minuto em campo, aproveitou para marcar o terceiro dos campeões.

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