Análise: coragem do Fluminense é premiada, mas sensação é de que placar poderia ser mais elástico

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Esqueça as divisões nacionais em que Fluminense e Cruzeiro estão inseridos. O Maracanã ignorou as Séries A ou B e foi palco do clássico que realmente simboliza o encontro dessas camisas. Teve de tudo no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil: estádio lotado, “lei do ex”, cartão vermelho e, claro, gol de Germán Cano. O placar de 2 a 1 deixa a eliminatória aberta para a volta, em 12 de julho, no Mineirão. O desenho da partida, no entanto, deixa a sensação de que a vantagem poderia ser maior.

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É possível elogiar Fluminense e Cruzeiro usando a palavra coragem. Mas por situações diferentes. Porque independentemente de ser uma partida eliminatória, ambos os clubes entregaram o nível de competitividade que se esperavam deles. De formas diferentes.

— Dentro do campo a gente continuou com volume muito grande de produção ofensiva e também limitando muito as chances de contra-ataque. O primeiro tempo foi excelente, a gente teve superioridade. Estou falando quando estava 10 contra 10, depois com um jogador a menos fica difícil para todo mundo. Mas diferentemente do que aconteceu contra o América-MG, o time já tinha treinado um pouco mais, tido a experiência lá em Belo Horizonte, então teve repertório para poder fazer o gol da vitória e poderíamos ter feito mais. O que ficou de ruim foi que o placar teria que ter sido mais elástico para traduzir melhor a história do jogo — afirmou o técnico Fernando Diniz.

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Primeiramente o lado vitorioso. O Fluminense de Fernando Diniz foi premiado por ter seguido a sua música de uma nota só: o ataque total. Conseguiu sufocar o adversário a ponto de o goleiro Rafael Cabral deixar o estádio como herói e evitando um placar elástico.

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A estratégia do técnico do Fluminense deu certo. Tão certo que obrigou o Cruzeiro, que tem virtudes para propôr jogo assim como faz na Série B, se fechar no campo defensivo e apostar nos contra-ataques. A consequência da decisão de Paulo Pezzolano foi apostar no futebol reativo. Estratégia que acabou se complicando ao longo do caminho.

A pressão do Fluminense tinha a assinatura do meia Jhon Arias, um verdadeiro leão em campo que ficou responsável por fazer a bola sair da defesa para o ataque. Por sinal, foi o colombiano quem puxou a jogada que resultou no gol anulado de Germán Cano. Impedimento marcado com o auxílio do VAR, mas a imagem disponibilizada pela CBF não deixou ninguém confiante sobre a certeza da marcação.

Quando o Fluminense abriu o placar com Manoel, o fantasma dos jogos anteriores onde o tricolor pressionava e não conseguia marcar ficou de lado. O zagueiro aproveitou o belo cruzamento de Paulo Henrique Ganso para marcar.

O problema é que a palavra coragem também pôde ser aplicada para os cruzeirenses no Maracanã. Principalmente quando Geovane Jesus foi expulso ainda no primeiro tempo após forte entrada em Nonato. Quando a estratégia celeste parecia ruir, veio o empate.

Uma “lei do ex” ao contrário de Fábio, que poderia ter deixado a bola sair pela linha de fundo, mas cedeu um escanteio bobo para o Cruzeiro. Na cobrança, Lucas Oliveira subiu mais que a defesa tricolor para empatar no Maracanã.

Então, no intervalo, Diniz e Pezzolano optaram por estratégias diferentes que acabaram diretamente definindo a vitória tricolor. No Fluminense, a opção foi pela entrada do atacante Matheus Martins no lugar do volante Nonato. Decisão que expôs a defesa tricolor até certo ponto, mas trouxe uma superioridade numérica pelo lado de campo que acabou sendo decisivo.

Já no Cruzeiro, a opção por colocar mais um jogador defensivo para tentar organizar uma linha de cinco atrás acabou se mostrando errônea porque fez o clube mineiro se limitar a defender por 45 minutos tendo um jogador a menos.

Não demorou para em um desses espaços deixando nas alas do campo resultar no gol da vitória do Fluminense. Mais uma vez com Arias, que achou um lindo cruzamento para Germán Cano marcar de cabeça. Desta vez, em lance chancelado pelo VAR.

Aliás, o atacante argentino igualou o ídolo Romerito e se tornou o segundo maior artilheiro estrangeiro da história do clube em uma única temporada — agora são 23 gols marcados. O líder é Doval, com 39.

Após o apito final, deu tempo de Luiz Henrique se emocionar na sua despedida do Maracanã. No domingo, será o último jogo do atacante de 21 com a camisa tricolor, diante do Botafogo, no Nilton Santos.

— Era tudo que eu esperava na minha vida. A torcida toda no Maracanã, sempre sonhei com isso, ainda mais gritando o meu nome. A emoção que vou viver agora. Última no Maracanã, só tenho a agradecer a eles. Fizeram tudo por mim desde o primeiro dia no Maracanã. Só tenho a agradecer por essa vitória linda — disse.

A missão inicial foi cumprida, mas o placar poderia ser mais elástico.

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