Análise: Corinthians joga mal contra o Fluminense, e gol de Gabriel Pereira mascara falta de produção na frente

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Para dois clubes que sonham com o G6 do Brasileiro, o duelo entre Corinthians e Fluminense na Neo Química Arena mostrou que as ambições não correspondem ao futebol jogado. Mesmo com muitas dificuldades para levar perigo, os paulistas acharam um gol e impediram o empate zerado — mais justo com o que foi apresentado em campo.

Como sobram vagas para a Libertadores na edição atual, é bem possível que os dois consigam atingir o objetivo. O Corinthians tem chances maiores. Chegou aos 40 pontos e é sexto colocado. Já o Fluminense, que segue com 33, é o nono. Se o campeonato terminasse agora, ambos estariam no torneio continental.

Apesar de ter passado a maior parte do tempo com a bola no lado do Fluminense, o time paulista teve muita dificuldade para levar perigo. Foram apenas seis finalizações. E só uma na direção do gol de Marcos Felipe.

A saída de Willian, logo aos 7 minutos de jogo, foi um duro golpe para a equipe de Sylvinho. O meia-atacante voltou a sentir dor na coxa esquerda, a mesma que o deixou fora da partida contra o Sport. Mas é difícil avaliar o quanto este desfalque influenciou, pois os problemas de construção da equipe foram generalizados.

Apesar do Corinthians contar com meias da qualidade de Renato Augusto e Giuliano, os dois tiveram uma atuação protocolar. Gabriel Pereira e Gustavo Mosquito, responsáveis pelas pontas, também não deram a profundidade de que o time precisou. Com isso, Roger Guedes ficou isolado na frente, com uma participação muito aquém da necessária.

Claro que nem tudo foi demérito dos paulistas. O Fluminense foi muito eficiente defensivamente na maior parte do jogo. Sem a bola nos pés, apostou em linhas de marcação baixas e bem compactadas. Não permitiu que os corintianos tivessem muito espaço para cruzar ou finalizar de fora da área.

Quando roubou a bola, o Fluminense procurou sair de forma rápida. Uma proposta que expôs as fragilidades defensivas da equipe de Sylvinho. Rodeando a área tricolor na maior parte do tempo, o Corinthians não se recompôs com velocidade quando era desarmado. E abriu grandes espaços para os tricolores atacarem. Menos pior (para os paulistas) que o adversário deixou a desejar justamente na hora de concluir.

Menos pior ainda que Gabriel Pereira esteve no lugar certo e no momento certo para marcar seu gol. Aos 23 da etapa final, Mosquito levantou na área (o único recurso que o Corinthians tinha) para o camisa 38 aproveitar a primeira falha defensiva do tricolor e finalizar com toda a liberdade. Um erro de recomposição deixou Danilo Barcelos marcando dois sozinho. Ele escolheu por Giuliano, mais próximo da pequena área, e deixou o lado esquerdo livre. Mas nem sempre os paulistas terão esta oportunidade para se redimir.

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