Análise: Corinthians se revela ainda degraus abaixo de melhores times do Brasil

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O Corinthians já se mostra pronto para conseguir uma vaga direta na Libertadores de 2022. Não era isso o mais importante a conquistar na partida contra o Flamengo, no Maracanã. O jogo era uma oportunidade para os paulistas se provarem enquanto time, elenco, contra um adversário que há dois anos ocupa o topo do futebol brasileiro. E neste sentido, a equipe fracassou.

O maior prejuízo na partida no Maracanã é moral. Apesar da evolução ao longo da temporada, da melhora depois das contratações de Roger Guedes, Giuliano e Renato Augusto, ficou evidente que o Corinthians ainda não está no ponto de bater de frente com os adversários na primeira prateleira.

A partida ampliou a superioridade rubro-negra sobre o Corinthians, no clássico dos times mais populares do país. Foi a quinta vitória seguida dos cariocas, com 15 gols marcados e apenas quatro sofridos.

A equipe de São Paulo entrou em campo recuada e foi pressionada pelos reservas do time da Gávea. Seria normal, essa postura, inteligente até, se Renato Gaúcho tivesse colocado força máxima em campo. Mas não foi o caso. Apenas David Luiz, da formação principal, começou a partida.

Houve até boas saídas por parte do Corinthians, alguns momentos de lucidez com Renato Augusto, mas a qualidade caiu abruptamente quando Giuliano saiu de campo, lesionado, no primeiro tempo. Sinal do elenco ainda curto da equipe do Parque São Jorge.

Roger Guedes foi um bom escape pela esquerda, mas falta uma alternativa à altura pela direita. Willian pode ser esse nome, mas a dificuldade do atacante em recuperar a boa forma, algo que vem desde os tempos de Arsenal, faz com que ele seja ainda uma expectativa, mais do que uma realidade.

Preocupante é o fato de que, mesmo com as linhas recuadas, o sistema defensivo do Corinthians não conseguiu evitar que o Flamengo reserva criasse tantas chances de gol. Cássio vinha sendo decisivo, com suas defesas, até não pegar a cabeçada de Bruno Henrique. Era indefensável.

Renato Augusto, ao deixar o campo, substituído, no segundo tempo, parecia descontente. Difícil crer que era com a própria atuação, bem honesta. Mais fácil pensar numa frustração de quem sabe ainda ter um caminho a percorrer para brigar por títulos.

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