Análise: Empate entre São Paulo e Fluminense teve como vencedor o antijogo

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São Paulo e Fluminense não saíram do empate sem gols em suas estreias no Brasileiro. Mas pode-se dizer que o duelo no Morumbi teve um vencedor: o antijogo. Com a conivência da arbitragem, a partida ficou marcada pela chamada malandragem, que não deveria orgulhar a ninguém.

Ao menos três lances chamaram a atenção. No primeiro deles, Miranda se colocou na frente de Nenê enquanto o meia se preparava para cobrar pênalti. Conseguiu criar uma confusão e desestabilizar o tricolor, que bateu mal, nas mãos de Volpi.

— A responsabilidade de não fazer o gol é minha. Ele foi inteligente e disse que podia me atrapalhar fora da área. Eu acabei perdendo a passada e errei — lamentou o meia do Fluminense.

O árbitro Rodolpho Toski Marques limitou-se a advertir o zagueiro, assim como fez no segundo tempo, quando Luciano tirou a bola do lugar na hora em que Marcos Felipe se preparava para cobrar tiro de meta. Conseguiu mais tempo para o São Paulo se recompôr defensivamente e só recebeu um puxão de orelhas.

As atitudes questionáveis não foram exclusividade dos são-paulinos. Aos 40 do segundo tempo, Egídio empurrou Rojas dentro da área. Saiu levantando os braços, como se nada tivesse feito. E nem mesmo o VAR serviu para o pênalti ser marcado.

Agora, as equipes voltam suas atenções para os jogos de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Na terça, o São Paulo visita o 4 de Julho-PI. No dia seguinte, o Fluminense recebe o Bragantino.

O jogo

Desde o começo do jogo o São Paulo se viu envolvido pela proposta de jogo do Fluminense. O time carioca deixou os donos da casa terem maior volume, mas sua defesa bem armada não permitiu que eles chegassem com perigo. Apesar dos 63% de posse no primeiro tempo, o campeão paulista só deu um chute a gol.

O Fluminense fechou muito bem o meio-campo, principalmente com Martinelli e Yago, o que facilitou a vida da zaga. Na frente, a velocidade e a movimentação dos homens de frente confundiram a zaga são-paulina. Logo aos 3 minutos, Abel Hernández já obrigou Tiago Volpi a fazer uma defesa difícil. Os time carioca, aliás, só não foi para o intervalo à frente do placar por causa do goleiro rival, que aos 29 defendeu o pênalti cobrado por Nenê.

Em que pese o antijogo praticado por Miranda, é importante destacar o mérito de Volpi, que se mostra um bom pegador de pênaltis. Das últimas sete cobranças contra o São Paulo, quatro foram defendidas pelo goleiro.

O bom contra-ataque do Fluminense, no primeiro minuto da etapa final, foi mais uma mostra do brilho de Volpi. Martinelli fez bom levantamento para Gabriel Teixeira, livre na área. O atacante só não marcou porque o goleiro fechou seu campo de visão. A bola foi na trave.

O segundo tempo foi de um São Paulo que conseguiu trocar passes com mais velocidade e de mais mobilidade na frente. Ainda assim, só conseguiu ser agressivo nos minutos finais, já na base do abafa. O Fluminense manteve sua proposta na maior parte do tempo e seguiu dono das melhores oportunidades. Mas não soube aproveitá-las.

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