Análise: Entenda cenário que pode colocar Daniel Alves como titular da seleção na Copa

Neymar e Danilo correm o risco de não atuarem mais na Copa do Mundo e isso colocou o Tite diante de um quebra-cabeças inesperado: depois da boa estreia contra a Sérvia, o treinador terá de escolher dois substitutos que podem mexer profundamente na maneira com que a equipe atua.

Daniel Alves, convocação mais controversa na lista de 26 nomes, pode ganhar uma vaga na equipe já na partida de segunda-feira, contra a Suíça. Especialmente se Tite privilegiar o entrosamento dos jogadores na ausência de Neymar e Danilo.

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Na verdade, são duas mexidas intercaladas. O treinador terá de pesar aspectos individuais, de quais atletas vivem melhor momento, com o esquema tático que melhor tem funcionado nos treinamentos desde Turim.

Fred, titular e bem consistente durante todo ciclo para a Copa do Mundo do Catar, é uma escolha natural para o lugar de Neymar. Atuou em oito partidas nas Eliminatórias, está entre os 11 com mais jogos na classificatória para o Catar. Neste caso, Lucas Paquetá, com 14 partidas, seria adiantado para jogar mais como um meia de criação.

Isso aumentaria a força no meio de campo, mas diminuiria a capacidade de criação do time. Tite precisaria ainda mais do lateral construtor pelo meio. Um cenário que coloca Daniel Alves bem para ganhar uma oportunidade na equipe titular. Poderá ajudar na criação e contará com Fred para recompor na marcação, caso seja necessário. Pouco presente com a seleção nos últimos dois anos, o lateral é jogador de confiança do treinador desde o começo do trabalho, em 2016.

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Para manter o esquema favorito, que começou a jornada no Mundial, o treinador deverá escolher entre um atacante (Rodrygo) ou meia (Everton Ribeiro) para a função do camisa 10. Manteria a formação com cinco jogadores ofensivos e consequentemente seguiria precisando de um lateral-direito mais forte defensivamente. Neste caso, Eder Militão seria o jogador mais indicado para fazer a função.

Entretanto, qualquer uma das entradas esbarra no aspecto de entrosamento. Nem Rodrygo, nem Everton Ribeiro possuem minutos com a seleção atuando na função de Neymar e dentro do esquema atual, de cinco jogadores ofensivos. O treinador terá apenas dois treinos para definir isso até a partida contra a Suíça, segunda-feira.