Análise: Evolução do Corinthians é perceptível e não deve ser ignorada

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O Corinthians de hoje já é um pouco melhor do que aquele de Vagner Mancini. Não evoluiu o bastante para eliminar o Atlético-GO na Copa do Brasil e, fora de contexto, ao ser levado em consideração apenas o tamanho dos dois clubes, a derrota paulista pode parecer um grande fracasso. Mas não é assim que a banda toca. Ou que pelo menos não deveria tocar.

O time paulista é hoje inferior ao Dragão em alguns aspectos importantes do jogo: na parte mental, tática, de entrosamento. Isso explica a superioridade goiana, que venceu duas partidas contra o Corinthians e empatou a desta quarta-feira, três duelos disputados em um intervalo de dez dias.

Sylvinho precisará da paciência de torcedores e dirigentes para conseguir manter essa melhoria em curso. Está muito claro o que o time ainda precisa. O trabalho é curto e ainda entrará na sua fase mais delicada.

Por enquanto, o técnico cuidou bem do mais fácil: aprimorou a defesa e a transição para o ataque. Há mais organização do que antes. Falta ainda melhorar a construção das chances de gol.

Isso é o mais difícil, sem a presença em campo de jogadores tecnicamente qualificados para desmontar defesas com jogadas individuais, lampejos de inspiração. Quando falta esse tipo de virtude, que poderia vir de Luan, o caminho para o gol exige capacidade coletiva, movimentações bem ensaiadas. E isso Sylvinho conseguirá criar apenas com o tempo. Não existe atalho para isso.

A eliminação na Copa do Brasil é uma notícia ruim para um clube cuja dívida beira a casa do bilhão de reais. Mas é preciso digerir o baque com frieza e pensar que o Corinthians ganha tempo agora para levar o restante da temporada concentrado em fazer um Brasileiro decente, sem sustos, e com um futebol melhor. Faz tempo que o torcedor corintiano não é brindado com atuações boas de se ver. Quem sabe Sylvinho seja capaz de oferecê-las.