Análise: Flamengo cumpre suas primeiras metas na Libertadores, mas ainda não convenceu

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O Flamengo concluiu a fase de grupos da Libertadores com as metas atingidas. Classificou-se para as oitavas e como primeiro do Grupo G, com 12 pontos. Mas não se pode dizer que convenceu. O empate sem gols diante do Vélez Sarsfield — o terceiro jogo seguido sem vitória no torneio — resume o que foi a participação da equipe nesta etapa: morna, ainda que com domínio sobre seus concorrentes. A partir de agora, contudo, vai ser preciso mais.

O adversário nas oitavas será conhecido em sorteio, na próxima terça. Será um dos times que terminou como segundo em sua chave. Há o risco de o Flamengo enfrentar rivais de nível mais elevado do que os encontrados até aqui, como a dupla River Plate e Boca Juniors ou o São Paulo. Ainda que as bolinhas ofereçam um oponente menos perigoso, para ser campeão é necessário jogar melhor.

O mata-mata é apenas em julho. Até lá, o time já será mais testado no Brasileiro. A começar pela estreia, contra o Palmeiras, domingo, no Maracanã. Já para este jogo, o futebol apresentado nesta quinta não será suficiente.

O jogo

A bola na trave de Arrascaeta, num chute de longe aos 3 minutos de jogo, foi um raro momento de emoção em todo o primeiro tempo. E, por ter sido logo no começo, deu a impressão de que o Flamengo faria boa partida. Mas foi uma atuação fria, de um time pouco inspirado.

Sem Bruno Henrique, suspenso, Rogério Ceni optou pelo ataque formado por Pedro e Gabigol, sempre tão pedido e poucas vezes utilizado. Desta vez, o jogo não deu razão aos apelos da torcida. Os dois jogaram muito centralizados, o que deixou o time sem um jogador que fosse à linha de fundo para dar profundidade.

À ausência de um jogador de velocidade pelos lados, some-se a construção lenta. Tendo como única opção a sua já tradicional troca de passes, o Flamengo deveria ter acelerado mais o ritmo. Principalmente Gerson e Diego, responsáveis pela saída, que não estavam em sua melhor noite. O time teve muita dificuldade para fazer a bola chegar aos seus atacantes. Foi para o intervalo com apenas duas conclusões a gol.

O Vélez, por sua vez, não se intimidou por jogar no Maracanã. Sem se retrancar, manteve as linhas de marcação bem montadas e, quando tinha a posse, não apostou em contra-ataques velozes. Tentou progredir no toque de bola. O lado positivo é que esta opção permitia aos rubro-negros se recompor defensivamente com mais facilidade.

Na etapa final, o Flamengo acelerou o ritmo do jogo, aumentou o volume e explorou mais as bolas aéreas. Passou a levar mais perigo e ficou perto do gol. O goleiro Hoyos fez ao menos duas defesas importantes, numa cabeçada de Gustavo Henrique e em chute de fora da área de Éverton Ribeiro. Mas foi muito pouco para o time que é considerado um dos principais candidatos ao título.

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