Análise: Flamengo precisa de um Gabigol em sua versão decisiva no mata-mata

Gabigol tem estado em todas as partes do campo de ataque do Flamengo e sido peça essencial na criação de jogadas e de espaços para seus companheiros. Mas no momento em que a equipe inicia os jogos de mata mata na Copa do Brasil e em breve da Libertadores, o camisa nove precisa apresentar novamente sua versão mais decisiva.

Sem ela, o Flamengo ficou no zero a zero contra o Athletico no Maracanã. Gabigol teve as duas chances mais claras da partida, e parou no zagueiro e no travessão do adversário. Mais do que a falta de pontaria para finalizar, o atacante tem apresentado uma dificuldade de lidar com a própria ansiedade em ter que decidir.

- Nos momentos decisivos ele vai fazer (o gol). Gabriel é letal na área. Ansiedade é natural. Agora o papel que ele está cumprindo taticamente, a participação em muitos lances, mobilidade, tem dado outra cara para a equipe. Tanto o comportamento como os gols, que ele agora não está fazendo, mas quando precisarmos, ele estará presente. Questão de manter a confiança do jogador. Ele está buscando isso, quando menos se espera ele se faz presente. Nos momentos decisivos ele contribuiu mais diretamente e mais decisivamente - afirmou o técnico Dorival Jr.

Mais uma vez, Gabi levou amarelo, que ficou barato por dar um pontapé em Fernandinho. Ao longo do jogo, se desdobrou em campo, recuou até atrás dos volantes para iniciar as jogadas. A ansiedade se deve ao estilo de jogo sempre em busca por espaço. Como eles não apareceram, Gabriel precisou se adaptar a uma retranca com marcação dura e linha muito baixa, que o obrigava a se movimentar.

O mapa de calor do jogador na partida mostra Gabigol dando preferência pela intermediária do lado direito, para onde costuma ir para ter tempo de dominar a bola e ensaiar arrancadas em parceria com Everton Ribeiro e Rodinei. Ou para lançar os companheiros na área em diagonal. Não houve boa conexão com Pedro desta vez, o que irritou ainda mais Gabi. Ainda assim o atacante finalizou seis vezes, duas delas no gol. Teve 85% de acerto nos passes, quatro deles considerados decisivos. Números que demonstram um atacante participativo, que incomoda o adversário e é essencial para a sua equipe. Falta aquele faro de gol de volta para que o pacote seja completo.

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