Análise: Flamengo tem trégua antes do Atlético-MG, mas precisa ser mais eficiente

Mesmo na tranquila vitória sobre o Cuiabá no Maracanã, na estreia de fato de Dorival Júnior, o Flamengo saiu com a sensação de que poderia ter vencido por um placar maior que o 2 a 0 para que as pazes com a torcida, que não lotou o estádio, mas apoiou, fiquem mais próximas.

"A gente precisava retomar o caminho da vitória, o mais importante era ganhar e fizemos isso, saímos com os três pontos. Nossa torcida foi muito importante. A gente criou bastante, dava para sair com um placar maior ainda", afirmou o meia Arrascaeta.

A declaração se deve a falta de pontaria e de capricho nas finalizações. Que foram muitas, mas poderiam ter uma eficiência maior. E é disso que o time precisará na sequência. Após respirar aliviado com a volta dos três pontos depois de três partidas sem vencer, o Flamengo encara o Atlético-MG em má fase, tanto no domingo, pelo Brasileiro, como quarta-feira, na Copa do Brasil. O rival nacional vem de empate na competição por pontos corridos e precisa se recuperar também.

Já o Flamengo vai precisar de uma consistência defensiva ainda maior do que a que apresentou nesta quarta-feira no Maracanã, mas vê um ambiente de forte cobrança se minimizar. Na vitória sobre o Cuiabá, o goleiro Diego Alves quase não trabalhou. Diferente de Hugo nas últimas partidas sob o comando de Paulo Sousa. A equipe também atacou com maior volume e maior variação em seu esquema 433. Demonstrou, pode-se dizer, evolução tática, técnica e física. E Dorival avisou que vai usar a formação de acordo com a característica do elenco.

"Não é um sistema engessado e que vai atacar apenas no 4-3-3. Eu tenho jogadores de mobilidade. Eu não posso fazer com que os jogadores fiquem estáticos no campo", afirmou.

A volta de Arrascaeta após três jogos foi um fator determinante. O uruguaio jogou alinhado a Andreas e Éverton Ribeiro, flutuou dos lados do campo para o centro, e fez o número de finalizações de Gabigol crescer. O camisa nove, no entanto, demorou a acertar o alvo. Quem acertou sem querer foi Ayrton Lucas, outro destaque do jogo. O lateral teve liberdade para subir ao ataque e em um cruzamento com efeito acabou surpreendendo o goleiro Walter.

Logo depois o Flamengo perdeu David Luiz e Bruno Henrique. A torção no joelho direito do atacante, que preocupa para as próximas partidas, é a principal preocupação de Dorival Junior a partir de agora. A opção inicial por Vitinho levou a um jogo mais cadenciado. E houve muitos erros de passe e na marcação pela ponta esquerda, até o meia atuar mais por dentro, como rende melhor.

Mesmo sem o vigor inicial, o Flamengo voltou consistente para o segundo tempo, se fechou bem, e conseguiu contra-atacar com qualidade. Éverton Ribeiro, que começara mal, acertou o travessão. Arrascaeta, que no começo do jogo já havia acertado a trave, no fim demonstrou toda sua categoria na arte de colocar a bola no ponto futuro para o atacante. Inteligente, Gabigol também fez o que sabe de melhor: atacou o espaço em uma diagonal perfeita, e chegou milésimos antes do goleiro para tocar em sua saída.

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