Análise: Flamengo terá de tirar o Palmeiras da zona de conforto para vencer a Libertadores

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A vitória de 2 a 0 sobre o Atlético-GO manteve o Flamengo na briga pelo título brasileiro. A diferença para o Atlético-MG, líder, caiu para nove pontos, e os cariocas ainda têm um jogo a menos que o Galo. Mais importante do que isso, porém, é o time dissipar a nuvem de desconfiança que paira sobre Renato Gaúcho, sobre a capacidade da equipe voltar a jogar bem a ponto de bater o Palmeiras em Montevidéu e se tornar tricampeã da Libertadores.

Apenas o que jogou no Maracanã não é suficiente para convencer o observador mais exigente, que mantém fresco na memória o nível atingido pela equipe durante os melhores dias sob o comando de Jorge Jesus. Mas traz alentos, caminhos a serem explorados pelo Flamengo na final do dia 27.

A equipe rubro-negra cresce absurdamente quando joga no contra-ataque. Foi assim que melhorou, depois do intervalo contra os goianos. O Flamengo abriu o placar no primeiro tempo, em boa trama envolvendo Everton Ribeiro e Isla, e conseguiu fazer com que o Dragão desistisse das linhas tão recuadas e buscasse o ataque na segunda etapa.

Lições para o dia 27

Na final da Libertadores, a postura do Palmeiras deverá ser parecida com a do Atlético-GO no começo do jogo: de cautela e de oferecimento da posse de bola. Semelhante ao que fez nas semifinais, contra o Atlético-MG. Se for capaz de abrir o placar, o Fla deverá obrigar o time de Abel Ferreira a mudar seu estilo. E aí vem a maior chance de o Flamengo construir o resultado.

É mais fácil para qualquer time jogar no contra-ataque. O quanto eles podem ser letais, depende de cada equipe. O recurso demanda menos movimentos coordenados e mais recursos técnicos, algo que o Flamengo tem de sobra. Michael e Bruno Henrique são saídas de velocidade que dificultam a vida de qualquer defesa. Gabigol, ao se movimentar e ser bom no jogo coletivo, abre espaços para que os dois velocistas entrem muito na grande área.

Seria mais fácil se o camisa 9 vivesse um momento mais inspirado em termos de finalizações. Contra o Atlético-GO, ele jogou atrás do centésimo gol pelo Flamengo, teve boas oportunidades para isso, mas não foi feliz. O jejum acabou no jogo passado, contra o Athletico, mas a fase segue irregular para o ídolo da torcida.

Certamente não será tão simples para o Flamengo dobrar o Palmeiras. O time alviverde é extremamente fiel à sua forma de jogar. Ainda que eventualmente saia atrás no placar, é difícil imaginar que os atuais campeões da Libertadores partirão todos para o ataque, logo depois. O grande dever de casa de Renato para a final não é afinar os contra-ataques. É entender o que o Flamengo deve fazer quando eles não forem possíveis.

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