Análise: Fluminense arranca empate com Palmeiras demonstrando evolução no início de trabalho de Diniz

É normal que o torcedor do Palmeiras esteja frustrado com o empate em 1 a 1 ontem. Também é natural que o do Fluminense comemore. É a diferença entre um lado ser o atual campeão da América e favorito a tudo que disputa para outro que está em fase de construção após a chegada de Fernando Diniz. Ontem, foi visto um surpreendente equilíbrio prevalecendo no Allianz Parque, que diz mais sobre a evolução do lado tricolor do que qualquer outro fator envolvendo o alviverde.

Muito disso passa pelas posturas de Abel Ferreira e Fernando Diniz, dois técnicos atentos a detalhes e notoriamente conhecidos por querer ter o controle de suas partidas. Logo de cara foi fácil identificar a primeira estratégia de ambos: anular os destaques do rival. No Fluminense, o foco estava em Raphael Veiga e um lance ainda na primeira etapa, onde cinco jogadores se juntaram para roubar a bola do atleta palmeirense mostrou bem isso.

Já Ganso foi o alvo do Palmeiras. Neste caso, Danilo não desgarrava do pé do adversário durante qualquer segundo. Claro, até o camisa 10 do Fluminense sentir uma lesão muscular e pedir substituição. Mais um problema para Diniz, que já não contava com André e ainda viu Germán Cano torcer o tornozelo direito e jogar no sacrifício durante o restante da partida.

Mas até mesmo a lesão de Ganso diz muito sobre a citada evolução do Fluminense. Assim como contra o Junior Barranquilla, ainda é cedo para falar em “Dinizismo”, mas a mudança de postura da equipe tricolor já é notória. A evolução também. Tanto pelo lado anímico, com uma intensidade acima do normal ou com a apresentação de jogadas ensaiadas — algo incomum. Nathan, responsável pela armação após a saída de Ganso, é outro grande achado do treinador neste início de trabalho.

O Palmeiras, por outro lado, foi um misto de qualidade técnica acima da média com organização. Não à toa é líder de seu grupo na Libertadores, tem emplacados goleadas aos montes e merece o rótulo de melhor equipe do país. Poderia ter vencido no Allianz, sem dúvidas, mas esbarrou em um adversário que também se mostrou sólido defensivamente. Outro ponto para a evolução de Diniz.

Até mesmo os gols mostraram o equilíbrio desta partida. Minutos antes de Dudu abrir o placar, Luiz Henrique teve uma chance clara em contra-ataque para o Fluminense, mas desperdiçou ao finalizar mal. O camisa 7 do Palmeiras, por outro lado, contou com o belo cruzamento de Gustavo Scarpa para empurrar para as redes. Se acabasse 1 a 0, a análise correta seria que prevaleceu quem teve maior precisão.

Mas, o Palmeiras relaxou. E no momento de desatenção alviverde, talvez o único durante os 90 minutos, um contra-ataque mortal trouxe números iguais e um resultado justo para o que foi visto dentro de campo. Jorge errou, Caio Paulista arrancou pela direita e cruzou para Cano empatar.

Desde que o Allianz Parque foi inaugurado, é a primeira vez que o Fluminense consegue pontuar no local. A vitória não veio, mas a sensação de evolução faz o torcedores tricolor sorrir. Quanto ao lado alviverde, a frustração é pela sensação de que pontos foram deixados pelo caminho. Mas nada que gere preocupação. tropeçar é normal e sequer dá para dizer que o Palmeiras jogou mal.

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