Análise: Fluminense contradiz a própria vocação ofensiva

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Quando se olha os números do Fluminense na tabela do Brasileiro, há uma informação que gera um certo estranhamento. O tricolor, que passou a maior parte da competição entre os dez primeiros, algumas vezes no G6, tem algo que o difere de seus vizinhos: o número de gols marcados. Ao fim dos jogos de sábado, somava 29, contra 38 do Internacional, sétimo colocado, com apenas dois pontos a mais que o tricolor.

Muitos times que marcam poucos gols e estão em colocação razoável numa competição são pouco efetivos na frente por adotarem um estilo mais defensivo, e a conta acabada se equilibrando. Ainda que você faça poucos gols, se você sofre ainda menos, seu saldo é positivo, e este é um dos melhores indicadores de um time forte, que joga um bom futebol dentro daquilo que se propõe a fazer.

Não é o caso do Fluminense, com seu saldo de menos dois gols no Brasileiro. O único negativo entre os nove primeiros colocados. E aí o estranhamento é ainda maior, porque o Fluminense tinha tudo para ser diferente.

A vocação do time é ofensiva. Ter um atacante com o nível de acerto que Fred ainda tem na última bola é um luxo que poucas equipes da Série A possuem. Vê-lo cercado das boas levas de atacantes revelados por Xerém faz com que o pouco número de gols marcados cause ainda mais estranheza.

O Fluminense trocou de treinador, demitiu Roger Machado, bancou Marcão, mas pouco mudou neste sentido. Os jovens volantes André e Martinelli deixam o meio de campo dinâmico, mas nada resolve esse poblema que impede o Fluminense de finalmente embalar no Brasileiro.

É possível explicar o problema na posição de criação no meio de campo, que teve Nenê como referência até que ele perdeu espaço como titular e depois se transferiu para o Vasco. Coincidência ou não, enquanto o nível de atuação do meia esteve alto, na primeira metade da temporada, o Fluminense conseguiu ser um pouco mais efetivo ofensivamente.

Primeiro, Cazares foi contratado - o jogador entrou bem na partida contra o Atlético-GO. Jhon Arias, que começou o jogo deste sábado, foi outra tentativa gringa da diretoria para aumentar a fluidez das jogadas. É disso que o time precisa até o fim do Brasileiro conseguir a segunda ida direta seguida à Libertadores.

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